Isqueiro

O isqueiro nasceu na Europa no século 16. Mas, desde a pré-história, quando nossos ancestrais produziam fogo com faíscas obtidas do atrito entre pedras, seu princípio é dominado pelo homem. Ele continua praticamente o mesmo, seja alimentado a combustível líquido ou a gás liquefeito. É da faísca produzida pelo atrito das pedras que nasce a chama. Primeiro surgiu a pederneira, que às vezes exigia até quinze minutos para acender a chama. A partir do século 19, na França, o isqueiro começou a tomar sua forma definitiva.

O primeiro modelo foi o isqueiro pneumático, de mesa, que era ligado a uma bomba cilíndrica que produzia calor, incendiando o pavio embebido em querosene. Algumas décadas depois, veio o isqueiro de bolso, muito parecido com a famosa ?binga? brasileira. Seu formato era o de um tubo de metal, com algodão embebido em combustível armazenado em seu interior, de onde saía o pavio. A binga brasileira surgiu em 1880. Seu tubo de metal era muito parecido com um cartucho de bala de carabina. Além de querosene, utilizava-se também a terebintina ? essência feita de casca de laranja.

Em 1930, a binga ganha um novo reservatório de querosene, uma roldana metálica, que substitui uma das pedras, e uma molda de pressão, que empurra a pedra contra a roldana para a produção da faísca.