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10 casos de racismo no futebol

O futebol é conhecido por propiciar a interação entre pessoas de diferentes credos, cores e culturas. Mesmo assim, o racismo ainda é muito presente no âmbito futebolístico, sempre gerando muita confusão dentro e fora das quatro linhas. Confira abaixo os 10 casos mais famosos de preconceito racial ocorridos dentro de campo:

1. Grafite e Desábato - Confrontos envolvendo equipes brasileiras e argentinas já são acirrados por natureza, tamanha a rivalidade existente entre os dois países no cenário esportivo, mas alguns acontecimentos são capazes de esquentar ainda mais esta já conturbada relação. É o caso do lamentável episódio ocorrido na partida entre Quilmes-ARG e São Paulo-BRA durante a Libertadores 2005. Na ocasião, o zagueiro argentino Desábato teria ofendido o atacante do tricolor paulista Grafite com termos racistas. O defensor recebeu voz de prisão ainda no estádio do Morumbi , ficou na cadeia durante 2 dias, e só foi liberado após pagamento de fiança no valor de 10 mil reais.

2. Antônio Carlos e Jeovânio - O ex-zagueiro Antônio Carlos teve uma carreira invejável. Jogador de muita técnica comparado a outros de sua posição, conquistou títulos pelos quatro grandes times de São Paulo e pela Seleção brasileira, sem contar o fato de que foi vitorioso durante sua passagem pela Europa, em clubes como Roma e Besiktas. Infelizmente, a trajetória de Antônio Carlos no futebol também ficou marcada por um triste episódio, ocorrido no campeonato gaúcho de 2006. Após ser expulso, fez um gesto racista direcionado ao volante do Grêmio Jeovânio antes de sair de campo. Posteriormente, mostrou-se arrependido e pediu desculpas ao colega de profissão.

3. Máxi Lopez e Elicarlos - Ser um país com enorme diversidade racial não impede o Brasil de se tornar, vez ou outra, palco de ofensas racistas no âmbito esportivo. Dessa vez, o lamentável episódio ocorreu durante a partida entre Grêmio e Cruzeiro, válida pela Libertadores da América 2009. Ainda no primeiro tempo, enquanto jogadores das duas equipes trocavam empurrões, o atacante do tricolor gaúcho teria insultado racialmente o meio campista da raposa Elicarlos. Depois da partida, o brasileiro prestou queixa à polícia e o argentino, que já estava dentro do ônibus, teve de conceder seu depoimento na delegacia do Mineirão.

4. Danilo e Manoel - Outro episódio de racismo no futebol aconteceu durante a Copa do Brasil 2010, na partida entre Palmeiras e Atlético Paranaense. Aos 21 minutos do primeiro tempo, o zagueiro do alviverde Danilo teria cuspido em Manoel, zagueiro do Furacão, e xingado o adversário de “macaco”. O fato gerou bastante repercussão após o término do jogo. De um lado, os dirigentes paranaenses prometeram levar o caso à justiça. Do outro, os jogadores do time paulista afirmavam tratar-se de uma situação normal de jogo. Curiosamente, o técnico do Palmeiras na época era Antônio Carlos, acusado de atitude racista 4 anos antes, quando ainda era jogador.

5. Suárez e Evra - Se existe um adjetivo capaz de caracterizar o atacante uruguaio Suárez, este é “polêmico”. Nas quartas de final da copa 2010, impediu um gol da seleção de Gana utilizando as mãos. Quando jogava pelo Ajax, mordeu um marcador, atitude que repetiria atuando pelo Liverpool, ao dar uma mordida em Ivanovic, do Chelsea. Mas nada se compara ao episódio ocorrido no clássico entre Liverpool e Manchester, válido pelo Campeonato inglês da temporada 2011-2012. Ao longo da partida, foi acusado de proferir diversas ofensas racistas ao lateral-esquerdo dos diabos vermelhos Evra, atitude que o levou a ser punido com 8 jogos de suspensão pela Federação Inglesa. Vale lembrar também que, no segundo turno, as duas equipes voltaram a se encontrar. E Suárez foi polêmico novamente, uma vez que decidiu ignorar o aperto de mão do jogador francês no tradicional cumprimento antes das partidas na Terra da Rainha.6-

6. John Terry e Anton Ferdinand - John Terry nunca foi santo. Em 2010, às vésperas da Copa do Mundo, envolveu-se em um escândalo no qual aparecia como amante da esposa de seu colega de seleção, o lateral Wayne Bridge. Por causa disso, foi punido com a perda da faixa de capitão do English Team e foi duramente criticado pela imprensa inglesa. Mas o xerife dos blues ainda causaria barulho na Terra da Rainha no ano de 2012, quando foi acusado de dirigir xingamentos racistas ao zagueiro do Queen Park Rangers Anton Ferdinand, irmão de seu companheiro de seleção Rio Ferdinand. Dias depois do ocorrido, a Federação Inglesa acabou por inocentá-lo devido à falta de provas. O mal-estar com a família Ferdinand, porém, já estava construído.

7. Marc Zoro e torcida da Inter de Milão - Naquele dia 25 de novembro de 2005, o zagueiro marfinense Marc Zoro ouvia sons racistas vindos da torcida da Inter de Milão toda vez que tocava na bola. Considerando a situação insustentável, o jogador do Messina agarrou a bola e já ia saindo de campo, quando foi contido pelo atacante brasileiro Adriano, que o convenceu a permanecer na partida.

8. Hulk e torcida do Zenit - Em agosto de 2012, o Zenit-RUS pagou 55 milhões de euros ao Porto-POR para ter Hulk em seu elenco. O que a diretoria do clube de São Petersburgo não imaginava era que o atacante brasileiro logo se tornasse alvo de críticas de companheiros de time, como os ídolos Denisov e Kerzakhov, enciumados com os altos vencimentos salariais do novo reforço. Quem decidiu comprar a briga pelo lado dos jogadores russos foi a torcida, que logo passou a insultar Hulk com termos e cânticos racistas durante os jogos. Mas o episódio mais grave foi, sem dúvida alguma, a instalação de uma falsa bomba no CT do clube acompanhada de ofensas ao brasileiro.

9. Balotelli e torcida italiana - Balotelli é bastante conhecido pelo seu, digamos, jeito “esquentado” de ser. Porém, para a surpresa de todos, o jogador não reagiu quando alguns torcedores da Roma arremessaram bananas em sua direção durante os treinos da seleção italiana sub-21 em 2009 na cidade de Roma.

10. Gabriel Tiné e jogadores da Juventus - Não é apenas no futebol profissional que o racismo está presente. Em torneio de categoria de base realizado na Itália no ano de 2013, o jogador do Vasco Gabriel Tiné, de apenas 16 anos, foi duramente ofendido pelos jogadores e pelo preparador físico da Juventus-ITA. Após a volta da delegação vascaína ao brasil, o presidente do clube Roberto Dinamite emitiu uma nota de repúdio em relação à atitude dos italianos. A diretoria da Velha Senhora, por sua vez, tratou de elaborar um pedido de desculpas formal, pondo panos quentes na situação.

Livro conta a história dos jogadores brasileiros que foram para o exterior.

 

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