1. A Igreja da Natividade fica em Belém, na Cisjordânia, a 8 km de Jerusalém. Ela foi construída a mando de Santa Helena, mãe do imperador romano Constantino, no ano 333, sobre a gruta onde Jesus teria nascido, um dos lugares mais sagrados para os cristãos. O local havia sido descoberto no século II por São Justino.

2. No início do século VI, a igreja foi destruída em meio a uma revolta samaritana, sendo reerguida entre 527 e 565 pelo imperador Justiniano. Este úlitmo formato está até hoje preservado. É uma das mais antigas igrejas do mundo ainda em atividade.

3. Durante a invasão persa na guerra bizantino-sassânica, no ano 614, o lugar foi deixado intacto. Os invasores decidiram poupar a basílica, pois ficaram impressionados ao ver magos orientais vestidos com roupas persas na representação da cena da Natividade em um mosaico.

4. O templo está localizado em um terreno de 12 mil metros quadrados, onde também se encontra um monastério ortodoxo, um monastério católico e um quartel norte-americano.

5. Disputas sobre o controle da região da Igreja da Natividade, em 1853, foram um dos fatores desencadeantes da Guerra da Crimeia.

6. Hoje, sua administração é dividida entre as Igrejas Católica Romana, Apostólica Armênia e Ortodoxa Grega. Todas são cristãs – acreditam em que Jesus seja o filho de Deus.

7. Cada parte da igreja é controlada por uma das religiões. Invasões desses territórios geram atritos constantes entre os membros.

8. Uma pequena passagem chamada Porta da Humildade dá direito à entrada na basílica. Ela obriga que os fiéis se curvem ao entrar no templo.

9. Dúzias de guerrilheiros palestinos tomaram a Igreja da Natividade ao longo de um mês em 2002, em meio a um conflito com tropas israelenses. Treze deles acabaram exilados para países europeus e outros 26 foram mandados para a Faixa de Gaza como parte de um acordo entre os envolvidos. 

10. Pela tradição, aceitar que um grupo limpe o terreno alheio é o mesmo que ceder o território. Durante a última semana de 2010 e, um ano depois, na de 2011, mais de uma centena de clérigos ortodoxos gregos e armênios, munidos de vassouras, punhos e palavrões, brigaram pelo direito de limpeza da igreja, durante as preparações para o recebimento de turistas para o Natal ortodoxo, que acontece todo dia 7 de janeiro.