O que é o dejà vu?

A definição mais aceita por psicólogos e psiquiatras caracteriza o dejà vu como uma "inapropriada e subjetiva impressão de familiaridade com algo presente em relação a um passado impreciso". Há uma dissonância cognitiva que caracteriza a questão: uma parte do cérebro tem justamente essa sensação de familiaridade com a cena, enquanto a parte responsável pela racionalidade tenta insistentemente lembrar que isso é impossível.

A origem do termo, que em português significa "já vi", é do filósofo francês Émile Boirac em 1876. Ele se inspirou em expressões também francesas como dejà lu ("já li"), dejà entendu ("já escutei") , dentre outras. Santo Agostinho, muito antes disso, classificou essa percepção com termos como "paramnésia", "ilusão memorial",  "percepção dupla", dentre outros.

Os estudos apontam que ambos os sexos relatam casos iguais de dejà vu, mas que eles são mais frequentes entre os jovens e as pessoas com escolaridade mais alta. O que os pesquisadores já conseguiram concluir é que há uma relação entre essas ocorrências e o processo de "despersonalização", quando a pessoa se sente estranha a si mesma.

Muitos outros filósofos criaram diversas teorias para o caso. Para os adeptos da reencarnação ele pode significar uma lembrança de algo ocorrido em outras vidas. Na cultura popular Dejà vu virou nome de filme estrelado por Denzel Washington.