Como funciona a votação do Oscar?

A escolha dos melhores filmes do ano pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood é secreta, e o processo de seleção se divide em duas partes. Na primeira, os 6 mil membros da instituição, que vão de atores e atrizes a maquiadores, escolhem, cada um em sua área, os cinco ou dez (dependendo do caso) melhores em sua opinião, e lhes dão uma nota. A única exceção é a eleição do melhor filme, da qual todos os integrantes participam.

Para uma produção concorrer, deve ter sido exibida nos Estados Unidos, para o público pagante, entre 1º de janeiro e 31 de dezembro do ano anterior.

As cédulas com as respostas e notas são enviadas pelo correio à empresa de auditoria Price Waterhouse. A apuração é feita por computador. Para determinar o número mínimo de votos para ser indicado aos prêmios, soma-se o total de cédulas recebidas e divide-se por seis. A princípio, são levados em consideração apenas os filmes que foram as primeiras opções dos membros da Academia. Se as vagas não forem preenchidas, os segundos colocados entram no páreo.

Aí começa a segunda fase. São realizadas sessões fechadas dos indicados em Londres, Los Angeles, Nova Iorque e São Francisco. Todos os membros assistem e então elegem os vencedores. Os nomes dos premiados, colocados em envelopes lacrados, são abertos só na noite de entrega do Oscar.

Até 1940, os jornais recebiam a lista de ganhadores antecipadamente. Assumiam o compromisso de só divulgá-la no final da noite. Um ano antes, porém, o "Los Angeles Times" quebrou o acordo. A partir daí, a Academia decidiu manter segredo até a abertura dos envelopes lacrados.

A Academia nunca sabe de quantas estatuetas precisará. Em 1994, encomendou 50 para serem entregues aos vencedores nas 20 categorias existentes. 

Na entrega do prêmio em 1932, a estatueta passou a ser chamada de Oscar. Há três versões para essa mudança. A mais famosa dá conta de que a bibliotecária da Academia, Margaret Herrick, ao observar pela primeira vez a estatueta, comentou: "Nossa, parece meu tio Oscar". Ela se referia a Oscar Pierce, um fazendeiro do Texas. O crítico de cinema Sidney Skolsky ouviu a frase, a publicou e o nome pegou.

Outra versão diz que o próprio Skolsky teria inventado o nome para humanizar o prêmio. Por fim, a atriz Bette Davis reivindicou a autoria ao dizer que a estatueta era parecida com as costas do seus então marido Harmon Oscar Nelson.