Como é medida a audiência da TV?

O principal órgão que mede a audiência dos programas de TV é o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, o Ibope. São esses os números utilizados como referência pelas emissoras e pelo mercado publicitário. O Ibope mobiliza a população de dez capitais brasileiras: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Fortaleza, Recife e Salvador, proporcionalmente ao que a população de cada uma dessas cidades representa a nível nacional (porém, os patrocinadores costumam dar mais importância para os números de São Paulo e Rio de Janeiro ao avaliar a popularidade dos programas).

O instituto sorteia as residências que irão participar adotando um padrão semelhante ao das pesquisas eleitorais, ou seja, escolhendo o número de moradores de cada classe social, gênero, raça e idade a partir do percentual na população daquela cidade. A partir dessa triagem, o Ibope entra em contato com os moradores (que não recebem nada por isso) e instala um medidor, chamado peoplemeter, nos televisores. À medida que identifica o canal, o aparelho envia um sinal de rádio-frequência à central. Na central, os dados são automaticamente tabulados e transmitidos aos assinantes do Instituto. Via rádio-frequência ou pela internet, as emissoras de TV recebem os dados. Em São Paulo, por exemplo, isso ocorre em tempo real, já que a medição é feita minuto a minuto. Na aferição, um ponto de audiência equivale a 1% do universo pesquisado ou região.

 

Portanto, se um programa atinge 35 pontos de audiência, isso significa que 35% dos telespectadores captados pelo Ibope estavam assistindo este programa. O “share” é um índice um pouco diferente, que leva em conta apenas os aparelhos ligados. Ou seja: se 50% das casas que possuem o peoplemeter estejam assistindo televisão e um programa marque, nesse momento, 30 pontos de audiência, isso representa um “share” de 60%. Em 2 de abril de 2015, o grupo alemão GfK passou a realizar as medições em São Paulo e no Rio de Janeiro. Band, Record, SBT, RedeTV! e Cultura já usam o instituto como referência sem, no entanto, abandonar o Ibope.