Quem inventou os sete pecados capitais?

Em “Sacred Origins of Profound Things” (“Origem Profunda de Coisas Sagradas”, em tradução livre) o autor norte-americano Charles Panati aponta que a origem é uma lista escrita pelo teólogo grego Evagrius de Pontus no Século IV. Nessa lista, ele apontou, em ordem crescente de gravidade, oito crimes e paixões cometidos pelo homem: gula, luxúria, avareza, melancolia, ira, acedia (preguiça espiritual), vaidade e orgulho. Dentro da sua análise, os pecados mais graves eram os mais egocêntricos. Portanto, o orgulho seria o suprasumo da fixação do homem por ele mesmo.

Os escritos de Evagrius passaram por gerações até chegar à Igreja Católica no Século VI, com o Papa Gregório. Ele, no entanto, realizou algumas modificações na lista. A “vaidade” se fundiu ao “orgulho” e a “acedia” foi incorporada à “melancolia”. Além disso, a inveja entrou na lista. Na interpretação do Papa Gregório, os pecados ficariam mais graves a medida em que ofendiam mais o amor. O orgulho continuou sendo o maior de todos, seguido por inveja, ira, melancolia, avareza, gula e luxúria.

 

Essa classificação dos pecados capitais foi alvo de muitos estudos e análises pelos teólogos ao longo dos anos. No Século XVII, a Igreja Católica passou a considerar o pecado “melancolia” extremamente vago e ele foi substituído por “preguiça”. A classificação atual também considera “soberba” como um pecado capital e não mais o “orgulho”.