Como se classificam os furacões?

Escala Saffir-Simpson estabelece cinco níveis diferentes para os furacões. A escala foi criada pelo engenheiro Herbert Saffir (1917-2007), que realizou diversos estudos sobre o impacto dos furacões sobre as construções, e pelo meteorologista Robert Simpson (1912-2014), que foi Diretor do Centro Nacional de Furacões e do Projeto Nacional de Pesquisa sobre Furacões. “O nível de destruição é avaliado a partir da velocidade máxima dos ventos”, afirma Augusto José Pereira Filho, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP.

Para a escala Saffir-Simpson, ventos que oscilem entre 67 e 119 quilômetros por hora ainda não são classificados como furacões e sim como tempestades tropicais. Quando passam dos 119 e vão até os 153 quilômetros, são considerados de nível 1, os mais leves, causando possíveis destelhamentos e quedas de árvores com raízes mais frágeis. Entre 154 e 177 quilômetros, já passa para o nível 2, causando eventuais danos em árvores maiores e quedas de energia.

O nível 3 tem ventos de 178 a 208 km/h (e destruição parcial de edifícios, além de falta d’água). No nível 4, os ventos variam de 209 a 251 quilômetros. A região fica, de acordo com a escala, inabitável quando o furacão atinge esse ponto. O estrago só é maior no nível 5, que deixa o local destruído por meses graças a ventos que ultrapassem os 252 quilômetros. “Além da velocidade, é preciso levar em conta a pressão na superfície do olho do furacão para decretar a categoria”, alerta Augusto.

 

Augusto esclarece ainda as diferenças entre algumas ocorrências naturais comuns: “Do ponto de vista físico do fenômeno, não há nenhuma diferença entre furacão, ciclone e tufão. A diferença é que o primeiro acontece na América do Norte, o segundo na Oceania e o terceiro na Ásia”, esclarece. “O tornado já é um pouco diferente, pois está associado a uma forte tempestade”. Os tornados são classificados, também de acordo com a intensidade, em sete categorias (F0, F1, F2, F3, F4, F5 e F6) em escala criada pelo Dr. Ted Fujita (1920-1998), pesquisador de grandes tempestades.