Como se escolhe o nome de um furacão?

Um fenômeno natural de grandes proporções exige uma ação rápida das autoridades competentes, sobretudo para alertar a população quanto aos riscos. Por conta disso, furacões são batizados com nomes de pessoas nos Estados Unidos desde 1953. Inicialmente, apenas nomes de mulheres eram utilizados, seguindo uma tendência que havia surgido na Austrália no fim do século XIX. A partir da década de 1970, costumou-se a alternar nomes masculinos e femininos.

Até 1953, os furacões recebiam códigos a partir de números e letras ou eram batizados com nomes do santo do dia. “A primeira letra indicava se era um furacão, tempestade tropical ou outro distúrbio”, explica Augusto José Pereira Filho, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP. Esse modo de classificação foi considerado pouco direto para se comunicar com o público e, dessa forma, os nomes próprios passaram a batizar as ocorrências.

A classificação dos furacões que atingem o Oceano Atlântico segue a ordem alfabética. Das 26 letras do alfabeto, 21 são utilizadas (as exceções são Q, U, X, Y e Z por não iniciarem muitos nomes). Para cada letra, é escolhido um nome. Dessa forma, o primeiro furacão do ano é batizado com um nome iniciado com a letra A. O segundo, com a letra B. O terceiro, com a letra C. E por aí vai. Os nomes podem ser reaproveitados ao longo dos anos. “Caso o furacão seja muito intenso com perdas materiais grandes e muitas mortes, o nome sai da lista para sempre, como aconteceu com o Katrina em 2005”, esclarece Augusto.

 

Caso haja mais de 21 furacões no mesmo ano, passa a ser utilizado o alfabeto grego. Isso aconteceu em 2005, quando 27 ocorrências foram registradas. As letras Alfa, Beta, Gama, Delta, Epsilon e Zeta batizaram as seis últimas. No Oceano Pacífico, o sistema utilizado é bem parecido, mas são 24 letras disponíveis. Apenas o Q e o U são deixados de lado.