Mulheres na ABL

Rachel de Queiroz
A escritora foi a primeira mulher eleita para a Academia Brasileira de Letras, em 4 de novembro de 1977. No discurso de posse, declarou: "Não entrei para a ABL por ser mulher. Entrei porque, independentemente disso, tenho uma obra".

Dinah Silveira de Queiroz
Eleita em 10 de julho de 1980, Dinah foi a sétima ocupante da cadeira sete da Academia. Sua última obra, "Guida, Caríssima Guida", foi publicada uma ano depois da eleição.

Lygia Fagundes Telles
A atual ocupante da cadeira 16 entrou na Academia em 24 de outubro de 1985, após a morte de Pedro Calmon. Além de imortal, Lygia já ganhou os principais prêmios brasileiros dedicados à literatura, como o Jabuti e o Coelho Neto. Em 2016, se tornou a primeira mulher brasileira a ser indicada ao Nobel de Literatura.

Nélida Piñon
Em 1996, no ano do centenário da ABL, Nélida foi eleita a primeira mulher a presidir a casa. Ela ocupa a cadeira 30 desde 27 de julho de 1989, quando entrou no lugar de Aurélio Buarque de Hollanda.

Ana Maria Machado
Eleita em 24 de abril de 2003 para a cadeira de Machado de Assis, a número um, Ana Maria foi professora da UFRJ, da PUC-Rio, da Universidade de Paris e da Universidade da Califórnia. Trabalhou como jornalista e grande parte de sua obra é dedicada ao público infanto-juvenil.

Cleonice Berardinelli
A professora de literatura portuguesa da PUC-Rio e da UFRJ se elegeu para a cadeira oito no dia 16 de dezembro de 2009. Ela ocupou o lugar de Antônio Olinto, que morrera em setembro. Na votação, Cleonice recebeu 30 votos, contra nove de Ronaldo Costa Couto, o outro candidato à vaga. Ao todo, oito outros imortais tiveram aulas com Cleonice.

Rosiska Darcy de Oliveira
A última adição feminina à ABL foi a de Rosiska, eleita para a cadeira 10 em 23 de dezembro de 2012. Suas obras falam principalmente sobre feminismo e educação, tendo fundado a Coalizão de Mulheres Brasileiras em 1991 e o Instituto de Ação Cultural em 1971, junto a Paulo Freire.

Livro infanto-juvenil ensina as novas regras ortográficas.