Será que foi?


Brasileiros que pleiteiam a autoria de grandes invenções:

Biocelular
Em dezembro de 2004, um grupo de pesquisadores ingleses anunciou à imprensa a invenção de um celular "plantável". O aparelho possui uma capa de plástico biodegradável dotada de uma semente de flor. Logo após a divulgação do objeto, o designer brasileiro Belmer Negrillo veio à público dizer que era seu verdadeiro autor. Ele elaborou o projeto como parte de uma monografia de mestrado apresentada em 2002 ao instituto italiano Ivrea. Negrillo, porém, não registrou a criação.

Cinema
Dois anos depois da primeira projeção cinematográfica dos irmãos Lumiére, em 1895, o pernambucano José Roberto de Cunha Sales solicitou ao Arquivo Nacional Brasileiro a patente do primeiro projetor de imagens em movimento. Ele usou como prova da autoria do aparelho uma seqüência de 11 fotogramas mostrando cenas do mar batendo em um píer. Mais tarde, descobriu-se que as imagens não haviam sido feitas por Sales e provavelmente vinham dos Estados Unidos ou da Inglaterra. A patente acabou sendo anulada.

Máquina de escrever
O Padre Francisco de Azevedo alega ter sido o idealizador da máquina de escrever. Ele chegou a ganhar a medalha de ouro na Exposição Nacional de Inventos de 1861. Em 1871, Francisco foi procurado por um estrangeiro interessado em lhe levar aos Estados Unidos para exibir sua criação. Ele recusou, mas o homem acabou se apoderando do invento. Quem levou a patente da máquina, então, foi o inglês Henry Mill em 1915.

Rádio
O Padre Landell de Moura transmitiu ondas radiofônicas em São Paulo, por meio de um mecanismo dotado de um microfone eletromecânico e um alto-falante telegráfico. Muitas autoridades testemunharam a engenhoca, mas o religioso só obteve a patente de sua criação em 1901, 5 anos depois do italiano Guglielmo Marconi. A igreja criticou Landell, chamando-o de "feiticeiro".