10 jogos clássicos

1. Baralho
Não se sabe ao certo nem quando nem onde os jogos de cartas apareceram pela primeira vez. Provavelmente, as cartas surgiram na China, no século X. No início eram simples tiras de papel, marcadas com conchas de pedras, flechas e ossos, usadas em rituais de adivinhação. Por volta de 1300, as cartas chegaram à Europa, levadas pelos árabes. Eram conhecidas como tarôs, em baralhos de 22 cartas. No final do século XVI, apareceu o baralho moderno, de 52 cartas, deixando o tarô apenas para as previsões. Os naipes mais comuns eram taças, moedas, espadas e bastões. Da França, o baralho ganhou o mundo, e os naipes evoluíram até os atuais (copas, ouros, espadas e paus).

2. Bingo
O bingo é uma evolução de um jogo existente na Itália desde 1530. "Lo Giuoco Del Lotto" consistia em uma espécie de loteria realizada todos os sábados. Quando chegou à França, em 1770, passou a ser chamada de "Le Lotto" e se tornou popular entre os homens mais abastados da sociedade. Os alemães também possuíam, por volta de 1800, uma versão do jogo, mas se tratava de um brinquedo infantil utilizado para ensinar matemática, gramática e história. O bingo chegou aos Estados Unidos em 1929 e lá recebeu o nome que detém hoje. O vendedor Edwin S. Lowe resolveu rebatizá-lo porque, certo dia, enquanto acompanhava um jogo, ouviu alguém acidentalmente gritar "bingo!" ao invés de "beano", que era o termo correto. Posteriormente, Lowe contratou Carl Leffler, um professor de matemática da Universidade de Columbia, para aumentar o número de combinações nos cartões. Mas o grande pontapé para popularização do jogo foi dado por um padre católico da Pensilvânia. O religioso achou que seria uma boa ideia utilizar o bingo para levantar fundos para a sua igreja. Acabou acertando em cheio.

3. Bolinha de gude
Gude eram pedrinhas redondas e lisas, retiradas do leito dos rios. Foram encontradas pedras semipreciosas em forma de bolinha no túmulo de uma criança egípcia, de aproximadamente 3000 a.C.. Na ilha grega de Creta, em 1435 a.C., as crianças brincavam com pedrinhas de ágata ou jaspe. Provavelmente seu uso foi difundido pelas legiões conquistadoras do Império Romano. O jogo era tão popular entre as crianças de Roma que o imperador César Augusto chegava a parar na rua para assistir a alguns desafios.

4. Caça-níquel
Este é um dos jogos mais populares em casinos. Foi inventado no século XVII por um cientista francês, Blaise Pascal, que realizava pesquisas sobre movimentos uniformes. Em 1842, Frenchmen François e Louis Blanc aperfeiçoaram a máquina e a levaram para Hamburgo, Alemanha, já que os jogos de azar estavam proibidos na França. Mais tarde, o próprio François e seu filho, Camille, foram os responsáveis por mostrar o caça-níquel a Charles III, Príncipe de Mônaco. O nobre gostou tanto do mecanismo que acabou construindo o famoso resort de Monte Carlo só para poder ir jogá-lo.

5. Dominó
Existem várias versões para explicar a origem desse jogo. Acredita-se que tenha surgido na China. Sua criação é atribuída a um soldado chamado Hung Ming, que viveu de 243 a 181 a.C. O nome provavelmente deriva da expressão latina "domino gratias", que significa "graças a Deus", dita pelos padres europeus enquanto jogavam. O dominó foi trazido pelos portugueses na época da colonização e virou passatempo dos escravos.

6. Futebol de botão
O futebol de mesa, popularmente conhecido como futebol de botão, surgiu em Campinas (SP), nos anos de 1930. Geraldo Décourt, criador da modalidade, deu ao jogo o nome de "Celotex" — material do qual eram feitos os botões que usava. Na década de 70, marcas de brinquedos começaram a fabricar os botões. Àquela altura, o jogo já era uma brincadeira espalhada por todo o Brasil. Naquela época era comum encontrar botões de plástico. Em São Paulo, o dia 14 de fevereiro — aniversário de Geraldo Décourt — foi oficializado, em 2001, pelo então governador Geraldo Alckmin, como “Dia do Botonista”.

7. Damas
Muitos jogos nasceram como "instrumentos de adivinhação", usados por sábios e conselheiros. Eles garantiam que podiam prever até guerras depois de uma disputa. Assim, em 2000 a.C., nasceu no Egito o jogo de damas, inicialmente chamado de "alquerque". Adotado pelos gregos e romanos, passou a ser um jogo da aristocracia. Na Idade Média, enquanto os reis jogavam xadrez, as mulheres preferiam o jogo mais simples. Essa preferência feminina deu origem ao nome usado até hoje.

8. Jogo-da-velha
A referência mais antiga que se tem do jogo é de escavações no Templo de Kurna, do século XIV a.C., no Egito. Sabe-se que ele faz parte dos jogos conhecidos como "família do moinho" ou "trilha", onde o objetivo do jogador é colocar as peças de modo que formem uma linha reta.

9. Resta um
Existem várias versões para o seu surgimento. A mais aceita é que ele teria sido criado por um nobre francês chamado Pellison. Na época da Revolução Francesa, ele foi preso na Bastilha por ordem do rei Luís XIV. Ficou trancafiado numa cela sozinho, tendo como única companhia um tabuleiro de "Raposas e Gansos", jogo que deveria ser disputado por duas pessoas. Por falta de um parceiro, ele adaptou o tabuleiro e acabou criando uma diversão para um único jogador.

10. Xadrez
O jogo de xadrez vem do Oriente antigo. A primeira referência a ele está em textos persas do século VI. A origem, porém, é ainda um tanto incerta. Duas peças de xadrez feitas de marfim datadas do século II foram encontradas em 1973 em escavações no Usbequistão. A lenda mais famosa é a do rei hindu Iadava, que estava muito triste por causa da morte de seu filho, Adjamir. Nada conseguia alegrá-lo. Até que apareceu na corte um jovem chamado Lahur Sessa, que trazia um novo jogo que desenvolvia a paciência e a prudência. Sobre um tabuleiro quadrado, dividido em 64 casas iguais, Sessa começou a distribuir as peças brancas e pretas: soldados em pé (peões), elefantes de guerra (depois rebatizados de torres), cavalaria (cavalo), vizires (bispos), o rei e a rainha. O rei adorou o jogo e Sessa ganhou o título de conselheiro. O jogo recebeu inicialmente o nome de chaturana, que significa "exército formado por quatro membros".