10 curiosidades sobre a moeda brasileira

1. Apesar de serem utilizadas moedas na Europa na época do descobrimento do Brasil, o comércio daquele tempo era quase todo feito à base de trocas. As moedas mais valiosas eram o fumo, o açúcar e o algodão, produtos de que vários países precisavam.

2. As primeiras moedas cunhadas no Brasil entraram em circulação nos anos de 1645, 1646 e 1654. Os holandeses, que controlavam Pernambuco, fizeram as moedas para pagar seus soldados. O nome do dinheiro era o mesmo de hoje, real, que era a moeda usada em Portugal. O plural de real era réis e um milhão de réis era chamado de um conto de réis.

3. Com o desenvolvimento econômico do Brasil colonial, Portugal passou a ter dificuldades em abastecer o país com a quantidade de moedas necessária. A primeira Casa da Moeda do Brasil surgiu em 8 de março de 1694 na cidade de Salvador. Ali foram cunhadas as nossas primeiras moedas. Inicialmente, de forma quase artesanal, conseguia produzir apenas algumas dezenas de peças de ouro e prata por dia.

4. Até 1969, o papel-moeda circulante no Brasil era todo fabricado no exterior, apesar das tentativas malogradas de fazê-lo aqui. Em 1969, começaram a circular as primeiras cédulas fabricadas no país. A Casa da Moeda, que teve suas instalações modernizadas, lançou cinco valores de cédulas diferentes em um mesmo dia, dentro do estabelecido pela Reforma do Padrão Monetário Brasileiro, de 1967. Além de moedas de metal, a Casa da Moeda faz cédulas de real em papel e também medalhas. A Casa da Moeda do Brasil produz anualmente uma média de 2 bilhðes de cédulas, 1,2 bilhão de moedas e medalhas e 60 toneladas de ouro em barra de 12,5 quilos.

5. Na troca do cruzeiro real para o real, nove bilhões de reais foram para os bolsos dos brasileiros e o equivalente a 18 bilhões de dólares ficaram nas caixas-fortes do Banco Central, espalhadas como reserva pelas principais capitais. Se fossem colocadas uma sobre a outra, as 300 mil caixas com 1,5 bilhão de novas cédulas de real formariam um pilha duas vezes mais alta que o monte Everest.

6. A moeda de 10 centavos de real estava pronta para circular, mas precisou ser modifcada na última hora. É que, na primeira versão, Dom Pedro I aparecia empunhando a espada com a mão esquerda na Proclamação da Independência. Alguém viu a tempo que o imperador brasileiro foi retratado erguendo a espada com a mão direita, mesmo sendo canhoto, no célebre quadro de Pedro Américo. A pintura se tornou a principal imagem da Proclamação da Independência.

7. Em 1997, o Banco Central teve de repor 298 milhões de cédulas de 1 real que estavam destruídas — o que é mais da metade do total de cédulas de 1 real em circulação no país. Essa reposição custou 14 milhões de reais.

8. Segundo a Casa da Moeda do Brasil, o milheiro sai por 41,25 reais. Assim, cada moedinha custa 4 centavos. Desde dezembro de 2005 a Casa da Moeda não produz mais as de 1 centavo. Em 2011, o Banco Central divulgou a existência de cerca de R$ 300 milhões em moedas perdidas.

9. A garça substituiu o desenho original da borboleta na nota de 5 reais, para que não houvesse nenhuma ligação com o jogo do bicho. Já a onça pintada entrou no lugar do lobo guará, que não ficou bonito.

10. A cédula de R$ 2, que entrou em circulação em 13 de dezembro de 2001, tem o desenho de uma tartaruga-marinha. O animal já estampou uma moeda de 500 cruzeiros, em 1992. A tartaruga foi escolhida por meio de uma enquete promovida pelo Banco Central. Teve 35% dos votos, ficando na frente do mico leão dourado (28%) e do lobo guará (17%). O mico leão dourado, por ter ficado em segungo lugar, foi escolhido para estampar a nota de 20 reais.