A invenção da escova de dentes

Antes da invenção das escovas, as pessoas limpavam os dentes com casca de ovo. A escova mais antiga de que se tem notícia foi encontrada numa tumba egípcia de 3 mil anos a.C. Era um pequeno ramo com ponta desfiada até chegar às fibras, que eram esfregadas contra os dentes. A primeira escova de cerdas, parecida com a que conhecemos, surgiu na China, no fim do século XV. Feita de pelo, as cerdas eram amarradas em varinhas de bambu ou pedaços de ossos. Muito tempo depois, percebeu-se que as escovas de pelos de animais juntavam umidade, o que era prejudicial à higiene da boca, por causar mofo. Além disso, as extremidades pontiagudas das cerdas feriam as gengivas. O problema seria resolvido com o surgimento da escova de dentes com cerdas de náilon, em 1938, nos Estados Unidos. Em 21 de setembro de 2005, foi colocada em exposição em Munster (Alemanha) a escova mais antiga da Europa. O aparato tem 300 anos. Ele é feito de osso e pelos de porco.

A escova de dente elétrica tinha design suíço, mas foi desenvolvida nos Estados Unidos, em 1961, pela empresa Squibb. O nome da escova era Broxodent.

As primeiras referências a um "fio de seda encerado" para limpar as sujeiras dos dentes e da gengiva são de 1850. Mas o fio dental só ganharia força depois de ter sido lançado pela Johnson & Johnson em 1896. Durante a Segunda Guerra Mundial, como a seda era destinada à fabricação de para-quedas, o fio dental foi feito com náilon. Na década de 1970, apareceu o fio dental com sabor.