Curiosidades sobre 10 atletas olímpicos de destaque

1. O corredor Emil Zatopek, eleito o esportista tcheco do século XX, quebrou 18 recordes mundiais durante sua carreira. Ele era chamado de "Locomotiva Humana" pela constância de suas passadas. Em 1956, desmaiou durante a maratona olímpica em Melbourne e, mesmo assim, conseguiu terminar a prova no 6º lugar. Foi o único atleta de longa distância a conquistar três medalhas de ouro numa única Olimpíada. Terminou sua carreira esportiva em 1958 para se dedicar à luta política em seu país. Depois que foi expulso do Partido Comunista de seu país, trabalhou como gari. As pessoas o reconheciam nas ruas e o ajudavam a carregar o lixo.

2. Adhemar Ferreira foi o primeiro bicampeão olímpico brasileiro, ganhando as provas de salto triplo em Helsinque (1952) e Melbourne (1956). Nas Olimpíadas finlandesas de 1952, ele foi ovacionado de pé após ter quebrado o recorde mundial duas vezes. Um dos juízes convidou o brasileiro, já medalhista de ouro, a dar uma volta pela pista para a multidão que gritava "Da Silva! Da Silva!". Assim teria surgido a famosa "volta olímpica", imitada por outros atletas naquele mesmo ano, inclusive pelo tcheco Emil Zatopek, corredor que o brasileiro fazia questão de dizer que havia conhecido.

3. O corredor e saltador João Carlos de Oliveira nasceu em Pindamonhangaba (SP) no dia 28 de maio de 1954. Em um dos primeiros campeonatos que participou, em 1971, conseguiu pular descalço 1,75 metro de altura. João do Pulo marcou seu primeiro recorde mundial em 1973, durante o campeonato Sul-Americano. Ele venceu o salto triplo pulando 14,75 metros de altura. Também em 1975 quebrou o recorde mundial do salto triplo nos Jogos Pan-Americanos do México, atingindo a marca de 17,44 metros. Esse recorde só foi superado 10 anos depois, em 1985, pelo norte-americano Willie Banks. Em 1981, João do Pulo sofreu um acidente de carro na rodovia Anhangüera. Um automóvel que vinha na contramão chocou-se contra o seu. Depois de passar um ano no hospital, o atleta precisou amputar a perna direita, encerrando assim sua carreira.

4. Nadia Comaneci começou a treinar ginástica olímpica aos 6 anos. Em 1972, tornou-se a mais jovem campeã nacional da Romênia, aos 11 anos. Ela também foi a primeira ginasta a conseguir 7 notas 10 em uma competição olímpica. O feito aconteceu durante os Jogos Olímpicos de Montreal, no Canadá, em 1976, depois de sua performance nas barras paralelas assimétricas. Na época, Nadia tinha apenas 14 anos. Ela é a ginasta que mais vezes obteve a nota 10, e a única a terminar um aparelho com uma avaliação perfeita (20 pontos, duas Ainda em Montreal, Nadia Comaneci tornou-se a mais jovem ginasta a ganhar na categoria individual geral. Atualmente, a idade mínima para a competição, de 16 anos, impede que o recorde de Nadia seja legalmente quebrado por outra ginasta.

5. Na juventude, o maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima trabalhava com o pai, como boia-fria. Quando tinha 16 anos, um professor de educação físico o viu jogando como lateral do time de futebol da escola e acabou lhe convidando para competir como corredor nos Jogos Regionais. Passou a se dedicar exclusivamente ao atletismo em 1988. Em 2004, ele se tornou o primeiro brasileiro a conquistar uma medalha olímpica na prova da maratona, levando o bronze numa polêmica disputa. Vanderlei liderava com folga quando um irlandês vestido com roupas típicas invadiu a pista e o arrastou para fora do percurso. Com isso, o brasileiro perdeu o ritmo e acabou a prova em terceiro.

6. O norte-americano Frank Kugler é o único atleta da história das Olimpíadas que ganhou medalhas em três diferentes esportes. Nos Jogos de 1904, ele levou a prata na luta livre e o bronze no levantamento de peso e no cabo de força em equipe.

7. Quando criança, a estrela norte-americana das provas de velocidade nos Jogos de Roma (1960) Wilma Rudolph teve poliomelite. A doença causa a paralisia dos membros. Amparada e cuidada pela mãe, Wilma conseguiu voltar a andar aos 12 anos. Aos 16, em 1956, mostrou ter superado de vez a complicada doença, ao conquistar o terceiro lugar no revezamento (400 m) das Olimpíadas. Nos Jogos seguintes, em 1960, Wilma levou o ouro nas três provas de revezamento (100 m, 200 m e 400 m), ganhando o apelido de "O Tornado".

8. O atleta norte-americano Jim Thorpe levou a medalha de ouro no pentatlo e no decatlo nas Olimpíadas de Estocolmo, em 1912. Seis meses depois, suas medalhas foram confiscadas, porque descobriram que, em 1908, ele recebeu 60 dólares mensais por jogar em um time semi-profissional de beisebol na Carolina do Norte. Ele também havia jogado na liga júnior de beisebol, ganhando um salário de 25 dólares por mês. Naquela época, os atletas olímpicos deveriam ser estritamente amadores. As medalhas foram devolvidas à família de Thorpe em 1983, mas ele já não estava vivo desde 1953. Jim Thorpe foi escolhido como o melhor atleta da primeira metade do século XX.

9. O nadador norte-americano Mark Spitz foi a sensação das Olimpíadas de Munique, em 1972, quando ganhou sete medalhas de ouro (100 e 200 metros livres; 100 e 200 metros borboleta; revezamento 4x100 e 4x200 livre; e revezamento 4x100 medley). Logo após a competição, Spitz se retirou do esporte, aos 22 anos, e passou a ganhar a vida como garoto-propaganda de diversos produtos. Em 1990, tentou voltar à equipe de natação dos Estados Unidos, mas não atingiu os índices para participar das Olímpiadas de Barcelona, em 1992.

10. Michael Phelps quebrou seu primeiro recorde aos 15 anos, em uma prova de nado borboleta realizada no Texas, sagrando-se assim o nadador mais jovem a conseguir superar um recorde. Michael não parou por aí: antes de completar 21 anos, já havia batido 19 recordes. Nas Olimpíadas de Pequim, em 2008, Phelps bateu o recorde de medalhas de ouro em uma mesma edição dos jogos. Foram 8, superando a marca de 7 medalhas, conquistada pelo também nadador Mark Spitz, em Munique (1972). Além destas, Phelps ganhou outras 8 medalhas olímpicas em Atenas, quatro anos antes: 6 de ouro e 2 de bronze. Isso o torna o maior medalhista olímpico da história.