10 curiosidades sobre a preservação da fauna e flora

1. Em 1809, no Parlamento britânico, o lorde Erskine pediu punição contra os autores de maus-tratos em animais. Mas só em 1822 Richard Martin conseguiu aprovar uma lei que estabelecia penas para esse crime. Assim, em 1824, criou-se em Londres a primeira Sociedade Protetora dos Animais, que se desenvolveu rapidamente, espalhando-se pelo mundo.

2. Para se fazer um casaco de pele, matam-se: 24 raposas ou 8 focas ou 42 raposas vermelhas ou 400 esquilos ou 30 lontras.

3. Criado em 1980 pelo Ibama para proteger as 5 espécies de tartarugas marinhas existentes no Brasil, o projeto Tamar tem 20 estações na costa brasileira. A estação central fica na praia do Forte (BA). Até o surgimento do Tamar, os ovos eram roubados e matavam-se as fêmeas que saíam do mar para desovar. Em 1999, o projeto completou o número de 3 milhões de tartaruguinhas salvas. Há ainda programas de educação para comunidades litorâneas, que pararam de pegar os ovos e passaram a colaborar na fiscalização.

4. A fundação S.O.S. Mata Atlântica foi criada em 1987 quando se perceberam os efeitos devastadores da poluição na Serra do Mar.

5. O grupo de defesa do meio ambiente Greenpeace nasceu em setembro de 1971, quando ativistas partiram de um porto canadense com a missão de chamar a atenção da opinião pública para testes atômicos realizados pelos Estados Unidos na Costa do Alasca. A iniciativa fez tanto sucesso que os testes foram suspensos. Barcos do Greenpeace (atualmente, a frota do grupo é de 7) já impediram a matança de bebês-focas e baleias e o despejo de lixo tóxico e atômicos nos mares. O grupo também já escalou chaminés industriais para alertar sobre os perigos da poluição atmosférica.

6. O Instituto Ecológico Aqualung para a Preservação Marinha, que nasceu no final de 1994, já tem 30 mil associados e edita um jornal bimestral. Patrocina 7 projetos ecológicos: Projeto Tamar; Fundação Ondazul (alerta a população sobre a necessidade de preservação das águas); Projeto Cetáceo (educa as comunidades para que o número de espécies de golfinhos e botos capturados acidentalmente em redes de pesca na região de Atafona e Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, diminua); Centro Abrolhos (dá apoio à fiscalização e conservação do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos (BA), um dos mais belos ecossistemas coralíneos brasileiros); Projeto Baleia Jubarte (pesquisa e protege as baleias jubartes, que entre o inverno e a primavera migram e se concentram na região do arquipélago de Abrolhos para reprodução e cria de seus filhotes); Projeto Mamirauá (responsável pela implantação da Estação Ecológica Mamirauá, a maior floresta submersa do mundo, localizada na região central da Amazônia); Projeto Peixe-boi (surgiu no ano de 1980 para proteger e preservar os últimos 200 espécimes de peixe-boi do litoral norte-nordeste brasileiro).

7. Todos os anos, 5 mil diferentes tipos de vida desaparecem para sempre. O Brasil está entre as 5 nações que mais têm espécies em extinção. Austrália, China, Indonésia e México também estão na lista.

8. Apenas no Brasil, 207 espécies correm risco de extinção, como a onça-pintada, o sagüi, a ariranha, o jacaré-de-papo-amarelo, o tatu-canastra e o lobo-guará.

9. Segundo relatório da União Internacional para Conservação da Natureza, em 2004, 1 em cada 3 anfíbios, quase metade das tartarugas de água doce, 1 em 8 aves e 1/4 dos mamíferos estavam ameaçados de sumirem do mundo.

10. Na maioria das vezes, as espécies ameaçadas estão situadas em locais densamente povoados. Os desaparecimentos são consequência da destruição dos habitats, da poluição e da introdução de espécies invasoras pelos homens.