Comida espacial

  • Nas primeiras missões espaciais, a comida tinha consistência pastosa e vinha em tubos similares aos de pasta de dente. Depois de "esvaziados", esses tubos recebiam um germicida para que microorganismos não se desenvolvessem. Coitados dos astronautas das naves pioneiras: as Mercury, em 1961 e 1963.
     
  • Também muito populares nas missões dessa época, os alimentos em cubo tinham o tamanho de uma mordida. Para evitar que os farelos fossem parar em locais inapropriados ou acabassem inalados devido à ausência de gravidade (que faz os objetos flutuarem), os cubinhos eram revestidos com gelatina.
     
  • As missões Space Shuttle foram as primeiras cujas aeronaves possuíam cozinhas. Em 1981, graças a um ambiente interno que imitava as condições da Terra, foi possível instalar diversos equipamentos para o preparo de alimentos.
     
  • O forno de microondas que utilizamos em casa só foi desenvolvido e aperfeiçoado para ser utilizado em naves espaciais.
     
  • A missão da qual participou o brasileiro Marcos Pontes (em abril de 2006) contava com mais apetrechos do que as anteriores: havia um forno de microondas e uma mesa imantada que não deixava os talheres "flutuarem". Além disso, os astronautas puderam contar com seus pratos preferidos em versão desidratada.
     
  • Como carregar a água necessária para reidratar a comida seria um peso muito grande, ela é obtida na própria nave. Através de uma reação eletroquímica, um subproduto do sistema elétrico, se produz H2O. Além de diminuir o peso, isso evita a contaminação durante a viagem.
     
  • Depois das refeições, os astronautas descartam as embalagens, mas devem limpar suas bandejas com lenços higiênicos. Ou seja: nem no espaço é possível se livrar de lavar a louça.