10 curiosidades sobre o vestibular

1. De 1808 a 1911, o ingresso no ensino superior era possível apenas para estudantes de alguns colégios, como o tradicional D. Pedro II.

2. Em 1911, uma lei feita pelo então ministro da Justiça e de Negócios Interiores, Rivadávia da Cunha Corrêa, determinou a criação de um dos maiores pesadelos para os aspirantes a uma vaga na universidade: o teste obrigatório para o ingresso no ensino superior. Naquela época, a prova ainda não se chamava vestibular e nem tinha o peso que tem hoje. Na verdade, o que contava mesmo eram as notas dos alunos nos chamados exames preparatórios. Exigia-se uma nota mínima para aprovação, e os que a alcançavam iam preechendo as vagas (os melhores colocados tinham prioridade) até elas se esgotarem.

3. O termo vestibular, que significa vestíbulo ou ante-sala, foi empregado pela primeira vez em 1915.

4. Lá pela década de 1920, o sistema começou a dar problema, porque o número de aprovados passou a ser maior que os lugares disponíveis nas faculdades. A questão só foi solucionada em 1968, ano em que 120 mil alunos aprovados não conseguiram se inscrever na universidade por falta de vagas. Optou-se, então, por mudar o caráter do teste, que passou a ser classificatório. Ou seja, o número de aprovados corresponderia ao exato número de vagas oferecidas.

5. Ao longo dos anos, o vestibular mudou diversas vezes de cara. Provas com conteúdo específico para cada curso começaram a figurar na década de 1940. Em 1961, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional permitiu às instituições que definissem seus próprios critérios de habilitação e classificação. O Decreto nº 68.980 de 1971 unificou novamente o programa a ser abordado na prova, que passou a ser focado no currículo ministrado aos alunos ao longo do ensino médio. Por fim, em 1978, tornaram-se obrigatórias as provas de língua portuguesa e de habilidade específica para alguns cursos. Foi também nessa época que surgiram os vestibulares em mais de uma etapa.

6. Nos Estados Unidos,quando o aluno termina o curso equivalente ao nosso colegial, ele faz uma prova padrão em todo o país, que avalia suas habilidades com a língua inglesa e com a matemática. O aluno anexa o resultado a seu histórico escolar e currículo, e envia a papelada às universidades em que deseja estudar, especificando os cursos de preferência. Cada instituição define seus próprios critérios de seleção, que podem incluir cartas de recomendação, entrevistas, testemunhos ou questionários biográficos. Esse método também é usado na Inglaterra, Austrália, parte da França (Grandes Écoles), Espanha, Japão e no curso de medicina na Alemanha.

7. Na Alemanha, não há vestibular. Para se candidatar a uma vaga na universidade, o que contam são as notas de conclusão do ensino médio (certificado Abitur). Com o certificado, o aluno escolhe a instituição que quiser, e esta decide se o aceita ou não. No país, há também o sistema de tempo de espera, em que o candidato fica na fila do curso que quer fazer.

8. Na Argentina e na Bélgica, os alunos entram automaticamente na universidade, e frequentam um ciclo básico de estudos. Somente quem é aprovado nesse ciclo segue os estudos.

9. Em Portugal, o Ministério da Educação organiza uma "prova geral de acesso". Alguns cursos têm ainda uma prova específica. Para o curso de Direito, por exemplo, o teste é composto de questões de história e filosofia.

10. Na Holanda, os candidatos acumulam cupons de acordo com as notas no 2º grau. Na Alemanha, o mesmo método já foi usado para o curso de Medicina.