Curiosidades sobre os 33 ex-presidentes do Brasil

1. Deodoro da Fonseca (1889 - 1891)
Quando a república foi proclamada no país, D. Pedro II foi mandado para o exílio na Europa num barco chamado Alagoas. Grande ironia: esse é o estado natal de Deodoro da Fonseca, o primeiro presidente do Brasil. O marechal tinha o hábito de andar sempre com joias. Usava um pesado anel no dedo mínimo, botões extravagantes nos punhos da farda, um prendedor de gravata de pérola e uma grande corrente para segurar o relógio de bolso. Carregava medalhas e comendas no peito, incluindo a Grande Dignatária da Ordem da Rosa, que lhe foi conferida pessoalmente por d. Pedro II. Ele nunca saía de casa sem perfumar a barba com fragrância de violetas. À beira da morte, em 1892, o marechal não aceitava receber visitas de ninguém usando farda. Pediu também para ser enterrado em trajes civis.

2. Floriano Peixoto (1891 - 1894)
Durante sua permanência na presidência, ganhou o apelido de "Marechal de Ferro" e depois de "Consolidador da República". Em seu governo, Floriano Peixoto anulou o decreto de dissolução do Congresso e trocou os governadores que apoiavam Deodoro. Tabelou os preços dos alimentos e congelou o preço dos aluguéis. O governo de Floriano Peixoto transferiu as festas carnavalescas de fevereiro para junho em 1892. Segundo as autoridades, o verão era mais propício à propagação de epidemias, comuns naquela época. Floriano ordenou o fuzilamento de 185 opositores ao seu regime.

3. Prudente de Moraes (1894 - 1898)
Foi o primeiro presidente civil do Brasil. Ao chegar ao Rio de Janeiro para tomar posse, no dia 2 de novembro de 1894, não havia ninguém do governo à sua espera na estação da Central do Brasil. As flores da plataforma, já murchas, tinham sido colocadas ali alguns dias antes para recepcionar generais uruguaios. Um amigo pegou Prudente e acompanhou-o ao Hotel dos Estrangeiros, na Praça José de Alencar, onde ele se hospedou. Do hotel, Prudente telegrafou ao presidente Floriano Peixoto pedindo uma audiência. Floriano respondeu que estava cheio de trabalho e que a audiência seria marcada oportunamente. O dia da posse, 15 de novembro, chegou e a audiência ainda não tinha acontecido. Para a posse, Prudente colocou um fraque impecável e, mais uma vez, esperou que alguém viesse buscá-lo. Nada. Pediu então ao amigo que o acompanhava, André Cavalcanti, chefe de polícia já nomeado para seu governo, que buscasse uma condução no Largo do Machado. Cavalcanti voltou com um fiacre velho, puxado por 2 pangarés e dirigido por um cocheiro todo sujo. O Palácio do Itamarati, então sede do governo federal, nem foi limpo para receber o novo presidente. E os militares não apareceram, preferindo organizar uma grande manifestação - a menos de 200 metros do local da posse - para comemorar os 5 anos de proclamação da República. Ele só não voltou do mesmo jeito que chegou graças à generosidade do embaixador da Inglaterra, que lhe deu carona em sua esplêndida carruagem.

4. Campos Salles (1898 - 1902)
Ele demonstrava preocupação excessiva com as roupas e a aparência pessoal. Seus inimigos o chamavam de Pavão e Baiacu (um peixe que incha quando é tocado). Dona Ana Gabriela, mulher de Campos Salles, enviou uma carta a dona Catita, filha mais velha do viúvo Rodrigues Alves, que fazia as vezes de dona de casa para o pai. A senhora Campos Sales começou descrevendo o estado da copa e da cozinha. Depois prosseguiu, segundo carta reproduzida no livro Histórias de presidentes, de Isabel Lustosa: "Quanto à lavagem de roupa, penso também que a senhora deve começar lavando a roupa fora, até poder ajuizar por si mesma se convém fazer esse serviço em casa. Se quiser, recomendarei a lavadeira que me serviu durante quatro anos. É muito séria, muito pontual, lava e engoma bem. Mora na ladeira do Ascurra e não em cortiço, o que é uma garantia".

5. Rodrigues Alves (1902 - 1906)
Desde os tempos de ministro da Fazenda, Rodrigues Alves tinha fama de dorminhoco. Por isso, nas caricaturas, aparecia de camisolão e aos bocejos. O serviço doméstico do Catete era custeado do próprio bolso do presidente. Algumas vezes, ele pedia o almoço para ele e seus assessores da confeitaria Pascoal e arcava com a conta. Viúvo aos 43 anos, Rodrigues Alves contava com a filha mais velha, Catita, para cuidar dos afazeres domésticos. Quando ela se casou, em 1904, com Cesário Pereira, oficial de gabinete do presidente, foi substituída por Marieta, a segunda filha.

6. Afonso Pena (1906 - 1909)
Ao saber que seu Ministro da Guerra, Hermes da Fonseca, era candidato à sua sucessão e pedira demissão, Afonso Pena o chamou e o repreendeu. De tão emocionado, o presidente passou mal e teve que ser operado. Afonso Pena foi o primeiro presidente a morrer no Palácio do Catete. No velório de Afonso Pena, Rui Barbosa ficou preso no elevador do Palácio do Catete durante horas. Maria Guilhermina, mulher de Afonso Pena, era conhecido como Dona Mariquinhas.

7. Nilo Peçanha (1909 - 1910)
Apesar de curto, o mandato de Nilo Peçanha (vice de Afonso Pena que assumiu o cargo depois da morte do Presidente) ficou marcado pelo estabelecimento de ministérios como o da Agricultura, o do Comércio e o da Indústria. O governo também iniciou o planejamento da criação de cursos técnicos no país. Foi também Nilo Peçanha quem criou o Serviço de Proteção ao Índio, comandado pelo tenente-coronel Cândido Rondon.

8. Hermes da Fonseca (1910 - 1914)
Tinha fama de não ter sorte. Metade das 2,4 milhões de libras tomadas de empréstimo ao Lloyds Bank, entre 1911 e 1912, foi depositada num banco russo. Todo o dinheiro foi confiscado, junto com o banco, pela Revolução Socialista de 1917. Hermes perdeu a mulher, Orsina, em 30 de novembro de 1912. Um ano depois, aos 58 anos, se casou com Nair de Teffé, então com 28, filha do Barão de Taffé, herói da Guerra do Paraguai. Nesse intervalo, a direção dos afazeres domésticos ficou a cargo do mordomo Oscar Pires, que ganhou o apelido da imprensa de "O Sogra". Nair de Teffé foi a primeira mulher caricaturista da imprensa brasileira. Ela usava o pseudônimo Rian. No dia 26 de outubro de 1914, durante uma recepção oficial no Palácio do Catete, então sede do Governo Federal, Nair cantou a música "Corta-jaca", de Chiquinha Gonzaga. A oposição transformou o fato num escândalo.

9. Venceslau Brás (1914 - 1918)
Nasceu na cidade mineira São Caetano da Vargem Grande. Em sua homenagem, hoje o município chama-se Brasópolis. Venceslau Brás pediu à Câmara e ao Senado um corte de 50% sobre seu salário. Aprovaram um corte de 20%. O seu salário baixou de 10 para 8 contos de réis. Foi o presidente brasileiro que morreu com mais idade, aos 98 anos, em 15 de março de 1966.

10. Delfim Moreira (1918 - 1919)
Era vice de Rodrigues Alves, que foi eleito Presidente, mas não chegou a assumir o cargo, devido a uma gripe espanhola fatal. Teve um curto mandato pois, na época, a Constituição previa que, em caso de renúncia ou morte do Presidente, o vice assumiria de forma provisória, até a organização de novas eleições.

11. Epitácio Pessoa (1919 - 1922)
Epitácio Pessoa comprou uma boa briga com os militares, ao escolher dois civis para os ministérios das Forças Armadas. Ainda negou um aumento de soldo para as tropas. Os tenentes não concordavam com a ação das tropas para manter as oligarquias no poder.

12. Artur Bernardes (1922 - 1926)
A maior parte do governo de Artur Bernardes foi realizado sob estado de sítio, dado o tenso clima de manifestações de militares e dos integrantes da Coluna Prestes. Além disso, o país sofria as consequências da Primeira Guerra Mundial, que provocou abalos econômicos no mundo todo.

13. Washington Luís (1926 - 1930)
Seu lema na presidência foi "Governar é abrir estradas". Em 1906, quando ainda era secretário de Segurança Pública de São Paulo, colocou os detentos para trabalhar na reconstrução da Estrada São Paulo - Santos. O candidato do Presidente Washington Luís, Júlio Prestes, saiu vencedor na eleição de março de 1930, mas não chegou a tomar posse. Antes disso, a Aliança Liberal pegou em armas contra Washington. A grande depressão que se abatera sobre a economia mundial em 1929 abalara os aparentemente sólidos alicerces da nossa economia cafeeira. Os inimigos apelidaram o presidente de Doutor Barbado.

14. Getúlio Vargas (1930 - 1945 / 1951 - 1954)
Getúlio tinha 1,60 metro e detestava sua altura — por isso, os fotógrafos oficiais eram obrigados a usar um truque para tentar mostrá-lo maior do que era. Durante o Estado Novo, Vargas determinou que as repartições públicas tivessem um retrato do Presidente da República na parede. Em 1945, Getúlio Vargas foi deposto e suas fotos foram retiradas. Reeleito em 1950, os retratos voltaram. Isso inspirou uma música de muito sucesso, feita em 1951. "Retrato do velho", de Haroldo Lobo e Marino Pinto, foi interpretada por Francisco Alves. Getúlio detestou ser chamado de velho.

15. José Linhares (1945 - 1946)
O cearense José Linhares, que assumiu em substituição a Getúlio Vargas, em 1945, gostava de empregar a família no governo. Em 3 meses de mandato, nomeou tantos parentes que o povo dizia: "Os Linhares são milhares!".

16. Eurico Gaspar Dutra (1946 - 1951)
Dutra conheceu sua mulher, Santinha, em 1914, na casa do avô de Fernando Henrique Cardoso, de quem foi ajudante-de-ordens. Ela já era viúva e tinha uma filha. Muitos atribuem a ela a decisão de proibir o jogo no Brasil. Ela foi também a primeira mulher de um presidente a forçar a nomeação de parentes para cargos públicos. Dona Santinha morreu em 1949 no Palácio Guanabara. O decreto presidencial de 30 de abril de 1946, que fechou os cassinos, dizia: "Considerando que a tradição moral, jurídica e religiosa do povo brasileiro é contrária à exploração dos jogos de azar, fica decretado o fechamento dos cassinos em todo o território nacional." Dutra tinha um problema de pronúncia. Costumava trocar o "c" e o "s" pelo "x".

17. Café Filho (1954 - 1955)
Assumiu a Presidência depois do suicídio de Getúlio Vargas. Só que ele também quase bateu as botas durante seu mandato: teve um ataque cardíaco que o obrigou a ceder o cargo ao presidente da Câmara, Carlos Luz. Quando se recuperou, até tentou voltar à função presidencial, mas os militares não deixaram - tinham que garantir a posse de Juscelino Kubitschek.

18. Carlos Luz (1955)
Carlos Luz era presidente da Câmara quando foi convocado a assumir a Presidência da República, depois que Café Filho teve de ser afastado devido a um ataque cardíaco. O mandato de apenas 3 dias é o mais curto da história do Brasil. Ele foi logo deposto pelos militares, com a suspeita de que estaria conspirando para impedir a eleição de Juscelino Kubitschek.

19. Nereu Ramos (1955 - 1956)
Depois que Carlos Luz foi impedido de permanecer no poder pelos militares, Nereu Ramos, presidente do Senado, assumiu o cargo. Ele foi Presidente da República por 2 meses e 21 dias. O mandato foi curto, mas complicado - o país estava em estado de sítio e Café Filho ainda ameaçava voltar ao poder.

20. Juscelino Kubitschek (1956 - 1961)
Ele tinha um café da manhã pouco convencional: filé bem passado, leite, café, mel, pão e manteiga. Seu prato preferido era Chico Angu (frango com quiabo e angu de fubá). Outra de suas manias era tirar os sapatos em qualquer reunião ou encontro em que estivesse sentado. Juscelino Kubitschek foi o único presidente de origem cigana no mundo. Sua Mãe, Júlia Kubitschek, era descendente de tchecos e tinha etnia cigana.

21. Jânio Quadros (1961)
Quando ainda era governador de São Paulo, em 1957, Jânio proibiu a execução de rock and roll em todos os bailes realizados no estado. Ao assumir a presidência, quatro anos depois, foi mais longe: proibiu o uso de maiôs em concursos de beleza, biquínis nas praias, lança-perfumes, corridas de cavalo em dias úteis, brigas de galo e espetáculos de hipnose em locais públicos. Ele assinou um decreto em 1962 obrigando que todos os filmes transmitidos pela TV fossem dublados.

22. Ranieri Mazzili (1961 / 1964)
No dia 2 de abril de 1964, à meia-noite, já interinamente empossado na Presidência da República, Ranieri Mazzili desapareceu do Palácio da Alvorada. Estava acompanhado apenas por alguns guardas de sua confiança. Ninguém sabia o seu destino. Ele havia entrado num pequeno prédio da Asa Norte, em Brasília e subido direto para o apartamento de um velho funcionário da Câmara, seu barbeiro particular. Mazzili não teve confiança de dormir no Palácio da Alvorada naquela noite.

23. João Goulart (1961 - 1964)
Quando Jânio Quadros renunciou, Jango estava na China. Ele voltou pelo Uruguai e esperava em Porto Alegre a decisão do Congresso sobre a posse, vetada pelos ministros militares. Exausto e aflito, Jango passou uma noite em um sofá do Palácio Piratini, aguardando uma decisão. Leonel Brizola, seu cunhado e governador do Rio Grande do Sul, organizou uma reação popular que garantiria sua posse. Ele foi o único presidente a morrer no exílio. Estava em Mercedes, na Argentina, em 6 de dezembro de 1976, quando sofreu um ataque do coração. Seu corpo foi enviado para sua cidade natal, São Borja (RS), onde ele foi enterrado ao lado do também ex-presidente Getúlio Vargas.

24. Humberto Castelo Branco (1964 - 1967)
Castelo Branco mandou Luís Viana Filho, chefe da Casa Civil, escrever um discurso. Luís Viana estava ocupado e mandou Navarro de Brito, subchefe. Quando leu, Castelo não gostou: "Luís, este não é o nosso estilo". Em maio de 1965, Castello Branco enviou tropas para apoiar o golpe militar na República Dominicana.

25. Artur da Costa e Silva (1967 - 1969)
Costa e Silva gostava de jogar pôquer, apostar nas corridas de cavalos e resolver palavras cruzadas.

26. Emílio Gastarrazu Médici (1969 - 1974)
Às vésperas da Copa do Mundo de 1970, o presidente criou uma crise dentro da Seleção Brasileira. Ele pediu a convocação do centroavante Dario Maravilha. O técnico João Saldanha se irritou: "Eu não escalo o Ministério e ele não escala a Seleção". Saldanha acabou perdendo o seu lugar para Zagallo. Que convocou Dario.

27. Ernesto Geisel (1974 - 1979)
Geisel foi o caçula dos 5 filhos de um órfão alemão que veio para o Brasil aos 16 anos, trabalhou como operário numa fundição, como professor primário, como escrivão e terminou dono de cartório. A família do presidente era pobre. Geisel só pôde continuar os estudos porque seu pai ganhou 100 contos de réis na loteria. Quando seu filho Orlando tinha 16 anos, o garoto  pegou uma bicicleta para ir ao quartel assistir a um jogo de futebol. Deveria atravessar a via férrea, mas não havia cancela, sirenes ou semáforos. Não se sabe se foi imprudência ou distração dele. Foi atropelado por um trem em alta velocidade e morreu na hora. No governo Geisel, 42 adversários do regime foram mortos e 39 desapareceram.

28. João Figueiredo (1979 - 1985)
Quando era candidato à Presidência, em 1978, Figueiredo surpreendeu o país ao se deixar fotografar fazendo exercícios apenas de sunga. Apesar do porte atlético que gostava de exibir, Figueiredo sofreu durante seu mandato. Teve dores na coluna, problemas na visão e precisou implantar duas pontes de safena. Mandou construir uma suíte ao lado do gabinete presidencial. O quarto, de 12 metros quadrados, tinha uma cama de casal, dois criados-mudos e uma TV com videocassete. A suíte foi projetada em 1983 para atender o presidente em suas crises de dores da coluna. No banheiro da suíte, o presidente também mandou instalar uma banheira de hidromassagem. De tênis e agasalho esportivo, Figueiredo recebeu ao pé da lareira da Granja do Torto, onde morava, o repórter Alexandre Garcia, da TV Manchete, para uma entrevista de despedida. No final, o repórter pediu que ele dirigisse algumas palavras ao "brasileiro médio, do povo, povão". Figueiredo respondeu: "Bom, o povo, o povão que poderá me escutar, será talvez os 70% de brasileiros que estão apoiando Tancredo. Então desejo que eles tenham razão, que o doutor Tancredo consiga fazer um bom governo para eles. E que me esqueçam".

29. José Sarney (1985 - 1990)
Com a morte de Tancredo Neves antes da posse, Sarney foi o primeiro presidente do país após a ditadura (1964 - 1985). Foi sob seu governo que a Assembleia Constituinte aprovou, em 1988, a atual Constituição. Durante a sua permanência no Palácio do Planalto, Sarney faltou várias vezes ao trabalho por causa de enxaquecas e dores nas costas. Em momentos de grande ansiedade, ele sofria de uma espécie de urticária que lhe avermelhava os cantos da boca.

30. Fernando Collor (1990 - 1992)
Quando tinha 14 anos, durante um período de férias em Araxá, arrumou uma namorada e foi consultar a vidente da cidade. Ela contou que eles não se casariam, mas que ele seria presidente da República e não terminaria o mandato. Collor assumiu a presidência do CSA, time mais popular do estado de Alagoas, em 1976. Foi quando ganhou popularidade para alavancar sua carreira política. Seu pai era amigo de João Havelange, presidente da CBD, e conseguiu a inclusão do time no Campeonato Nacional.

31. Itamar Franco (1992 - 1995)
Itamar nasceu em alto-mar e foi registrado em Salvador. O nome do navio começava com o prefixo "Ita". Foi daí que veio o nome Ita-mar. Com seu 1,76 metro, Itamar foi jogador de basquete, na posição de ala. Jogou até os 23 anos. Supersticioso, Itamar não usava terno marrom; não viajava em janela de avião; não usava meias ou sapatos pretos durante os vôos; e votava sempre às 16h45 em ponto.

32. Fernando Henrique Cardoso (1995 - 2003)
Em seu primeiro mandato, Fernando Henrique fez 44 viagens internacionais. A primeira, entre 28 de fevereiro e 4 de março de 1995, foi para Montevidéu (Uruguai) e Santiago (Chile). Na última, de 17 a 19 de outubro de 1998, ele viajou para Lisboa (Portugal). No total, o presidente passou 179 dias fora do país e percorreu 508.756 quilômetros. Na primeira posse de FHC, o governo gastou 3 milhões de reais na festança para mais de 4 mil pessoas. Cerca de 300 garçons serviram uísque escocês, vinho e refrigerantes. Para comer, havia peixe, camarão, peru e dezenas de outras iguarias dispostas num bufê com 50 metros de comprimento. Na festa da posse do segundo mandato, o jantar custou 60 mil reais. A lista, que originalmente previa 60 pessoas, foi estendida para 114 convidados. Só parentes, eram 20.

33. Luiz Inácio Lula da Silva
Lula foi o quinto presidente Silva a assumir o poder. Antes dele vieram Epitácio da Silva Pessoa, Arthur da Silva Bernardes, Jânio da Silva Quadros e Costa e Silva. Foi o terceiro presidente com barba da história da República - antes dele, houve Marechal Deodoro da Fonseca e Prudente de Moraes, e o primeiro a não ter formação militar ou universitária.