Heróis nacionais

Em 1986, foi inaugurado na Praça dos Três Poderes, em Brasília (DF), o Panteão da Pátria. O monumento é dedicado a todos aqueles que se destacaram na luta pela liberdade no Brasil. No local, está em exposição o "Livro dos Heróis da Pátria". Feito em aço, traz registrados os nomes das figuras históricas a seguir:

Almirante Tamandaré
Entrou para a Marinha com 15 anos. Reconhecido por sua bravura, fez parte de importantes batalhas na história do país. Entre as quais estão a campanha da Independência, a Confederação do Equador, a Campanha Cisplatina e a Guerra do Paraguai. É considerado o Patrono da Marinha Brasileira.

D. Pedro I
O imperador, filho de d. João VI e Carlota Joaquina, chegou ao Brasil em 1808 com a Família Real. Tornou-se príncipe regente em 1821. Proclamou a Independência do Brasil durante uma viagem a São Paulo, em 1822. A medida foi resultado de imposições feitas pelo governo português, entre elas seu retorno imediato ao país.

Duque de Caxias
Patrono do Exército Brasileiro, fez parte da Imperial Guarda de Honra e do Batalhão do Imperador, criados por d. Pedro I em 1822. Participou da ação responsável por pacificar um movimento contra a independência, na Bahia, liderado pelo general Madeira de Melo. Voltou da batalha com o título de Veterano da Independência. Em 1825, já capitão, saiu em campanha para a província Cisplatina, no sul do país. Voltou condecorado ao posto de major.

Marechal Deodoro
O primeiro presidente do Brasil ingressou no exército com 18 anos. Combateu na Guerra do Paraguai e liderou a facção do exército que defendia o abolicismo. Em 1889, foi chamado de madrugada para comandar o cerco militar ao Ministério da Guerra, que resultou na Proclamação da República. Havia se juntado ao movimento republicano quatro dias antes.

Plácido de Castro
O militar brasileiro nasceu em 1873 no Rio Grande do Sul. Liderou a expulsão dos bolivianos do Acre, em 1899. Em 1903, assumiu a chefia do governo provisório do estado.

Tiradentes
Foi um dos membros da Inconfidência Mineira. Foi preso quando estava em viagem para o Rio de Janeiro. Os conspiradores jogaram a culpa do movimento em Tiradentes, que resolveu assumir a responsabilidade. No dia seguinte, todas as penas foram comutadas em degredo na África, menos uma. A Coroa fazia questão de enforcar ao menos um dos conspiradores para que servisse de exemplo. Dos 11 condenados à forca, Tiradentes foi o único cuja sentença se confirmou.

Zumbi
O grande líder do Quilombo dos Palmares fugiu para o local aos 15 anos de idade. Assumiu o posto em 1678, depois de rejeitar os termos de um acordo feito por seu tio, Ganga Zumba, com as autoridades de Pernambuco. Depois de anos no comando do quilombo, foi capturado porque um de seus amigos de confiança dedurou às autoridades o local onde ele estava escondido. Morto, teve sua cabeça cortada e exposta em postes para mostrar aos negros o que acontecia com quem se rebelasse contra a escravidão.