15 guerras curiosas

1. Guerra da Barba (França x Inglaterra; 1152-1153)
O barbado rei Luís VII casou-se com Eleanor, filha de um duque francês, e recebeu duas províncias no sul do país como dote. Ao voltar das Cruzadas, o rei Luís raspou a barba. Eleanor não gostou, mas ele se recusou a deixar a barba crescer novamente. Eleanor se divorciou e casou-se com o rei Henrique II, da Inglaterra, exigindo a devolução das duas províncias. Luís não quis entregá-las e a guerra começou.

2. Guerra do Balde (Itália; 1325-1337)
Uma tropa de soldados de Modena invadiu Bolonha para roubar um balde de carvalho. Durante o ataque, muitas pessoas morreram. Bolonha mobilizou-se para recuperar o balde. Depois de doze anos, Modena ganhou a guerra e ficou com ele.

3. Guerra dos Cem Anos (França x Inglaterra; 1337-1453)
A Guerra do Cem Anos durou, na verdade, 116 anos, de 1337 a 1453. Os franceses derrotaram os ingleses. A guerra terminou com a tomada de Constantinopla, que assinalou o fim da Idade Média.

4. O Massacre do Dia de São Bartolomeu (França; 1572)
Na madrugada de 24 de agosto de 1572, as tropas do rei Carlos IX de França, sob ordens da rainha-mãe Catarina de Médicis, desencadearam uma das mais tenebrosas carnificinas da história. Surpreendida pela radicalização da guerra religiosa entre católicos e calvinistas que sacudia o país, a nobreza protestante, reunida em Paris para o casamento de Margot, filha de Catarina, com o huguenote Henrique de Navarra, foi ceifada a fio de espada. Na caça aos protestantes, estigmatizados como agressores da imagem de Nossa Senhora e profanadores da hóstia consagrada, multidões ensandecidas trucidaram cerca de 3 mil homens, mulheres e crianças só na capital.

5. Guerra dos Trinta Anos (Europa; 1618-1648)
Católicos e protestantes fizeram uma das mais sangrentas guerras religiosas da história. Teve início em 1618 e acabou com o célebre tratado de Vestefália, em 1648.

6. Guerra do Ópio (China x Inglaterra; 1840-1842)
No início do século 19, a principal atividade comercial do Reino Unido com a China era a exportação de ópio. A Índia, na época colônia do império britânico, cultivava a planta e a vendia aos chineses, onde era amplamente consumida apesar de ser proibida. Em 1840, o governo chinês decidiu pôr um fim no comércio ilegal da droga. Inutilizou os estoques de ópio do porto do Cantão e intimidou os comerciantes a suspender a importação. Os ingleses, insatisfeitos, declararam guerra à China. O conflito teve fim dois anos depois com o tratado Paz de Nanquin. O Reino Unido saiu vitorioso e conseguiu retomar a venda do ópio. Obteve também a cessão de Hong Kong, ponto estratégico para o comércio, que só foi devolvido aos chineses em julho de 1997.

7. Guerra da Secessão (Estados Unidos; 1861-1865)
Conflito civil entre os estados do Norte e os do Sul dos Estados Unidos, entre 1861 e 1865. Cerca de 800 mil soldados morreram em combate. O Sul, que lutava contra a abolição da escravatura, se rendeu.

8. Guerra da Esposa Sumida (Inglaterra x Nação Zulu; 1879)
Umhlana, mulher do chefe zulu, decidiu abandoná-lo e foi se esconder em território dominando pelos ingleses. Tropas zulus cruzaram a fronteira e fuzilaram a fugitiva. A Inglaterra declarou guerra por causa da violação da fronteira.

9. Guerra do Cachorro Fujão (Grécia x Bulgária; 1925)
O cachorro de um soldado grego saiu correndo e atravessou a fronteira, entrando em território búlgaro. O soldado foi atrás de seu cão, só que um sentinela búlgaro o matou. Tropas gregas invadiram a Bulgária, mataram e feriram 48 búlgaros.

10. Guerra dos Seis Dias (Israel x Egito, Jordânia e Síria; 1967)
Em 1959, com a organização do Al Fatah (grupo terrorista que luta pela formação de um estado palestino independente), o número de atentados contra Israel cresceu consideravelmente. Os israelenses começaram a responder às retaliações com investidas violentas e muitas vezes aleatórias. A disputa acabou se complicando em 1966, quando a Síria apresentou seu apoio aos terroristas palestinos. No ano seguinte, Israel atacou a Jordânia e em seguida o Egito colocou suas forças armadas em alerta, além de bloquear o porto israelense de Eilat, por onde chegavam os suprimentos de petróleo vindos do Irã. Tudo isto acabou culminando em uma investida fulminante de seis dias de Israel contra os exércitos do Egito, da Jordânia e da Síria em junho de 1967, meses depois da assinatura de um Acordo de Defesa Mútua entre os países. Na ocasião, o estado israelense conquistou a península do Sinai (devolvida ao Egito em 1982), a Faixa de Gaza, a Cisjordânia e as colinas de Golã.

11. Guerra do Futebol (El Salvador x Honduras; 1969)
A tensão causada por uma partida de futebol entre as duas seleções ultrapassou as fronteiras do gramado e da arquibancada. Imigrantes salvadorenhos foram expulsos de Honduras e os países entraram em guerra. De 14 a 30 de julho, cerca de 2 mil pessoas foram mortas. A Organização dos Estados Americanos (OEA) teve que intervir para resolver a questão.

12. Guerra do Timor Leste (Timor Leste x Indonésia; 1975)
O Timor Leste era uma colônia de Portugal e preparava-se para ganhar a independência em 1974, como acontecera com as outras colônias portuguesas depois da Revolução dos Cravos. O país foi invadido pela Indonésia em 1975, e seguiu-se uma sangrenta guerra, que matou dezenas de milhares de timorenses.

13. Guerra do Líbano (Líbano; 1975-1992)
A luta entre as várias facções político-religiosas libanesas durou dezessete anos, de 1975 a 1992. O território foi disputado pelos cidadãos maronitas, minoria de notável influência política no Parlamento e apoiada pela Síria, e pelos muçulmanos, de tendência socialista e a maioria absoluta do país. A paz veio em 1992, depois de uma negociação que deu a cristãos e muçulmanos a representação igualitária.

14. Guerra das Malvinas (Argentina x Inglaterra; 1982)
O confronto entre Argentina e Inglaterra durou 74 dias. No dia 2 de abril de 1982, 5 mil argentinos invadiram as Ilhas Falklands (também chamadas de Malvinas), no Atlântico Sul, controladas pela Inglaterra. A disputa era antiga, mas o pretexto foi que um grupo de catadores de sucata argentinos havia desembarcado na região sem autorização e tinha sido expulso. Os ingleses reagiram e retomaram a ilha, habitada por 2 mil pessoas. Oficialmente, 649 soldados argentinos e 258 ingleses morreram durante o conflito. A Inglaterra gastou 2 bilhões de dólares com a operação. O destaque ficou para os caças-bombardeiros Harrier, aviões que levantam vôo e aterrissam verticalmente, como se fossem helicópteros.

15. Guerra do Golfo (Iraque x Kwait; 1990-1991)
O Iraque, sob o comando de Saddam Hussein, invadiu o vizinho Kuwait em 1º de agosto de 1990, numa operação que durou apenas 6 horas. A briga sobre a determinação das fronteiras foi um dos motivos que levou ao conflito. O Iraque reclamava a posse dos portos de Bubián e Uarba, que lhe daria novos acessos ao golfo Pérsico, mesmo depois de ter renunciado a reivindicações do gênero em 1963. O país governado por Saddam Hussein também queria que o Kuwait perdoasse uma dívida de 10 bilhões de dólares contraída durante a guerra com o Irã e ainda pagasse 2,4 bilhões de dólares por ter extraído petróleo nesse período. Porém, o grande estopim para o ataque foi a acusação de que o Kuwait estava praticando uma política de superextração de petróleo, baixando o preço do produto e prejudicando a economia iraquiana. Estados Unidos, Inglaterra, França, Arábia Saudita, Egito, Síria, Itália e outros 21 aliados contra-atacaram o Iraque. Juntos, eles contavam com 665 mil soldados, contra os 545 mil iraquianos, que se renderam em 28 de fevereiro de 1991. A operação americana de invasão do Kuwait ficou conhecida como "Tempestade no Deserto". Cerca de 100 mil iraquianos morreram no conflito.
 

Veja as Malvinas no dinheiro argentino e mapas que ilustraram outras cédulas.