Por que os furacões têm nome de gente?

Os furacões e tempestades tropicais há muito tempo vem recebendo nomes próprios. No começo, os pesquisadores tentaram chamá-los pelas coordenadas climáticas, mas o método não funcionou: não era incomum alguma rádio dar o alerta de um furacão que passaria longe da região. Antes de 1950, o exército dos Estados Unidos era responsável por fazer a previsão do tempo e costumava atribuir um número às tormentas tropicais. O alfabeto fonético militar (Able, Baker, Charlie etc.) também foi usado para nomear os furacões, mas por pouco tempo. Durante a Segunda Guerra Mundial, os metereologistas começaram, informalmente, a dar nomes femininos às tempestades. Era comum os fenômenos ganharem os nomes de mulheres ou namoradas dos oficiais. A ideia de oficializar nomes para as tempestades surgiu em 1951, quando George R. Stewart lançou o livro Storm. O personagem principal era um meteorologista que acompanhou uma tempestade desde o seu nascimento, batizando-a de Maria. O livro virou filme da Disney. As tempestades tropicais passaram a ser batizadas com nomes femininos a partir de 1953. A lista de nomes elaborada seguia a ordem alfabética. Assim, o primeiro fenômeno registrado deveria levar um nome que começasse com a letra A. Esse critério foi utilizado apenas até 1978, por pressão de movimentos feministas americanos que não gostaram de ver nomes de mulheres atrelados a fenômenos que provocavam destruição. Depois disso, se passou a alternar nomes masculinos e femininos na lista de furacões. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) elabora uma lista específica de nomes para cada região. Ela vai de A a W. Não há opções com Q, U, X, Y e Z por causa da escassez de nomes próprios com essas letras. As listas do Atlântico são repetidas a cada seis anos. Quando o furacão causou grande destruição, seu nome é retirado da lista, para que seja lembrado como um caso único. Caso haja mais de 21 tempestades tropicais no ano, os fenômenos levam o nome das letras do alfabeto grego.