Curiosidades sobre 10 humoristas brasileiros

1. Chico Anysio
Em 1948, Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho participou dos concursos para locutor e radioator da Rádio Guanabara. No teste para locutor, ficou em segundo lugar; perdeu para Silvio Santos. Para radioator, terminou em sétimo lugar. O concurso foi ganho por Fernanda Montenegro. Ao longo de sua carreira, o humorista inventou 453 personagens. Mas apenas 209 realmente ganharam vida.

2. Costinha
No caso de Lírio Mário da Costa, o Costinha, fazer os outros rirem é coisa de família. Seu pai era palhaço e, antes de abandonar a família, ensinou os truques do picadeiro para os filhos. Lírio começou a atuar para valer em 1949, no filme "Anjo de Lobo" (1949), de Luiz de Barros. A consagração como comediante ocorreu com sua ida para a TV. Morreu em 1995. Na época, estava no programa da rede Globo "Escolinha do Professor Raimundo", comandado por Chico Anysio, como Seu Mazarito.

3. Dercy Gonçalves
A humorista nasceu em Santa Maria Madalena, cidade fluminense a 219 quilômetros da capital. Aos 17 anos, em 1924, fugiu escondida embaixo de um vagão de trem, rumo à cidade de Macaé, no Rio de Janeiro, pois queria se juntar a uma trupe de teatro mambembe que lá estava, a Companhia de Maria Castro. Em sua cidade natal, foi construído um museu em sua homenagem. Ele abriga, entre outras coisas, a locomotiva usada por Dercy na fuga para Macaé. Enquanto excursionava com a trupe, a garota contraiu tuberculose. Um exportador de café chamado Ademar Martins pagou todas as contas para a internação da atriz, que não tinha dinheiro suficiente para custear o tratamento. Depois de curada, Dercy teve um caso com Ademar. Desse romance nasceu Decimar, única filha da artista. Ademar era casado.

4. Renato Corte Real
Comediante, produtor de discos, roteirista e compositor. Renato Corte Real era um verdadeiro "multiprofissional". Participou dos humorísticos "Faça Humor, Não Faça Guerra" e "Satiricon." No primeiro, se consagrou com o quadro Lelé e Dacuca. Ele e Jô Soares faziam dois malucos que se vestiam como Napoleão e montavam cavalinhos de pau.

5. Tom Cavalcante
Em 1982, o cearense Antônio José Rodrigues Cavalcante comprou uma passagem para o Rio de Janeiro (RJ) e foi bater na porta da rede Globo pedindo emprego. Não conseguiu nada. Também tentou participar do Show de Calouros, programa do SBT, em 1984. Ficou dois dias na fila, mas foi recusado pela produção. Dez anos depois, foi chamado para fazer as chamadas de um show do humorista Chico Anysio em Fortaleza (CE). Resolveu gravá-las também com outras vozes. Chico ouviu, ficou impressionado e acabou contratando o rapaz para trabalhar com ele. Sua estréia na rede Globo ocorreu em 12 de outubro de 1992. Ele fazia o personagem João Cana Brava no programa Escolhinha do Professor Raimundo.

6. Walter D’Avila
Atuou em novelas, como "Feijão Maravilha" (1979) e "Espelho Mágico" (1977), mas ficou mesmo conhecido como Baltazar da Rocha, um dos estudantes do programa humorístico "Escolinha do Professor Raimundo". Aliás, D’Ávila esteve no elenco dos principais programas de riso da televisão brasileiro, como "Balança Mas Não Cai" e a " Praça da Alegria". Sua irmã, Ema, também era comediante.

7. Cláudia Rodrigues
A comediante Cláudia de Souza Rodrigues nasceu no dia 7 de junho de 1971 no Rio de Janeiro (RJ). Quando tinha 21 anos, seu irmão cometeu suicídio. Em 1992, seu pai morreu de câncer. Formou-se em educação física e trabalhou como professora de natação. Estreou na televisão em 1996, na novelinha Caça-Talentos. A atração fazia parte do programa infantil apresentado por Angélica na Globo. Quando integrou o elenco do humorístico Sai de Baixo, da Globo, tornou popular o bordão "Sou pobre, mas sou limpinha". Ela interpretava a empregada doméstica Sirene. Para fazer a empregada Marinete de A Diarista, decidiu frisar os cabelos. O tratamento, segundo ela, dava a impressão de que a personagem havia feito um alisamento que não deu certo. O humorístico estreou na rede Globo em 2004.

8. Jorge Loredo
Jorge Loredo nasceu em 7 de maio de 1925, no Rio de Janeiro. Foi um garoto introvertido e tristonho, por causa de uma dor na perna esquerda que o acompanhou na juventude. Machucou-se seriamente quando ainda era criança, mas a dor só foi curada em meados da década de 70. Aos 20 anos, por causa de uma doença pulmonar, foi internado em um sanatório. Ali, participando do grupo teatral do hospital, descobriu sua vocação para atuar. Seu primeiro teste para o teatro foi representar um monólogo cômico, “Como Pedir uma Moça em Casamento”. Aprovado, Jorge decidiu seguir a carreira de comediante. O primeiro sucesso do ator na TV foi o mendigo filósofo, exibido no programa “A Praça da Alegria” em 1959. O personagem dizia que era amigo próximo de Juscelino Kubitschek. O curioso é que, em setembro de 1962, JK foi padrinho do segundo casamento do ator.  O personagem Zé Bonitinho é a principal marca da carreira de Loredo. O ator se inspirou em um colega chamado Jarbas, que cantava todas as mulheres e penteava o bigode em frente ao espelho. A estreia foi em 1960, no programa “Noites Cariocas”, da TV Rio. Na primeira aparição, o personagem fez tanto sucesso que chegou a incomodar Loredo. Foram tantas risadas nas primeiras piadas que ninguém ouviu as seguintes.

9. Mazzaropi
O ator e comediante Amacio Mazzaropi nasceu em 9 de abril de 1912 em São Paulo (SP). Ele ficou conhecido na televisão e no cinema por interpretar um sujeito simplório da roça, sempre trajado com camisa xadrez e calça "pula-brejo" (aquelas que acabavam antes de chegar na canela). Esse caipira, com seu humor malicioso, apareceu em 32 longas. O personagem surgiu na época em que Mazzaropi trabalhou no circo, como assistente do faquir Ferri. Ele fugiu de casa aos 16 anos para se juntar à trupe. O caipira de Mazzaropi fez tanto sucesso que, em 1948, a rádio Tupi convidou seu criador para apresentar o programa Rancho Alegre. A atração, depois, fez parte da história da TV, inaugurada em 1950. Ela foi um dos primeiros programas exibidos no país. A carreira de Mazzaropi nos cinemas começou em 1952, com o longa "Sai da Frente", produzido pela Vera Cruz.

10. Ronald Golias
José Ronald Golias nausceu no dia 4 de maio de 1929 em São Carlos, SP. O primeiro emprego de Ronald Golias foi como catador de esterco de cavalo, função apelidada por ele de "revitalizador de hortas". Também trabalhou como ajudante de alfaiate, funileiro, fabricante de presépios e agente de seguros. Quando jovem, praticou saltos ornamentais no Clube de Regatas Tietê. Por causa dessa habilidade, foi chamado para integrar o grupo Acqua Loucos, que promovia espetáculos aquáticos no Brasil. Golias foi amigo dos presidentes Juscelino Kubitschek, Jânio Quadros, João Goulart e Costa e Silva. O humorista Carlos Alberto da Nóbrega afirmou, certa vez, que ele era "um direitista danado". Participou do programa humorístico A Praça da Alegria, mais tarde rebatizado de A Praça é Nossa, interpretando Bronco. O bordão do personagem - "Ô Cride!"- se tornou tão popular que acabou sendo incorporado pela banda Titãs na música "Televisão".

Livro reúne curiosidades e histórias sobre o mundo da teledramaturgia