10 curiosidades sobre o Rock in Rio

1. Ozzy Osbourne foi o primeiro artista a confirmar presença em um Rock in Rio. O roqueiro, que tinha acabado de sair de uma clínica de reabilitação, se apresentou no dia 16 de janeiro de 1985, na edição de estreia do festival. Ele teve que assinar um contrato que proibia que devorasse morcegos no palco. Mais tarde, Ozzy Osbourne declarou em sua biografia que ficou decepcionado com o Brasil. O motivo? “Esperava encontrar garotas de Ipanema, mas não vi nenhuma. Havia só um monte de crianças pobres correndo pelo lugar como ratos”.

2. Já o primeiro músico a pisar em um palco do Rock in Rio foi Ney Matogrosso. Ele abriu o festival com a canção “Desperta, América do Sul”, no dia 11 de janeiro de 1985. Havia 140 mil pessoas na plateia, na época recorde de público em espetáculos no Brasil. Desde sua primeira edição, o Rock in Rio não consegue agradar a todos. Os fãs de heavy metal, que já se espremiam na grade para ver a banda Iron Maiden, não acharam graça nenhuma na apresentação de Ney Matogrosso.

3. Um público equivalente a cinco festivais de Woodstock assistiu à primeira edição do Rock in Rio. Foram 1,3 milhões de pessoas, distribuídas em dez dias de shows. Cada uma delas custou 8,5 dólares à organização do evento. Os ingressos, no entanto, foram vendidos a 20 mil cruzeiros (o mesmo que 30 dólares), valor que gerou lucro de 250% aos realizadores.

4. Na primeira edição do Rock in Rio, o McDonald’s vendeu 58 mil hambúrgueres em um único dia. Até hoje, é um recorde mundial. O público também consumiu 1,6 milhões de litros de bebidas (em quatro milhões de copos), 900 mil sanduíches, sete toneladas de massa e 500 mil fatias de pizza.

5. A palavra “metaleiro” foi inventada durante a primeira edição do Rock in Rio. A Rede Globo, que fazia a cobertura exclusiva do festival, inventou o termo para se referir aos fãs de heavy metal. Num primeiro momento, os roqueiros não encararam bem o apelido – acharam pejorativo. Depois, no entanto, o nome pegou. Hoje, os próprios fãs do estilo musical se autodenominam “metaleiros”.

6. Freddie Mercury, vocalista da banda Queen, foi um dos destaques da primeira edição do festival. Se nos palcos ele arrasou, nos bastidores sua atitude não foi lá muito simpática. Para atravessar um corredor, Freddie exigiu que todos que estavam por ali entrassem nos camarins. O pessoal não gostou. Quando o cantor passou, um coro berrava: "Bicha!". Para piorar, quando voltou a seu camarim, um "furacão" havia passado por lá: tudo estava quebrado e tinha até mamão grudado no teto.

7. Em 1991, na segunda edição do festival, o cantor Prince chocou a plateia do estádio do Maracanã ao simular sexo com os microfones. E essa não foi sua única excentricidade. O astro pop exigiu 500 toalhas brancas, das quais nem 50 foram usadas. De acordo com Roberta Medina, filha do produtor do festival, a família deles ficou anos usando as que sobraram.

8. A segunda edição do Rock in Rio foi a que atraiu o menor público na história do evento. Foram cerca de 700 mil espectadores em nove dias de shows. Com 198 mil pessoas na plateia, a banda norueguesa A-HA foi quem conseguiu o maior público dessa edição do festival.

9. A Cidade do Rock, que abrigou o primeiro Rock in Rio, foi demolida depois do evento por ordens de Leonel Brizola, governador do Rio de Janeiro na época. Em 2001, no entanto, o espaço foi reconstruído para voltar a abrigar o festival. Para tanto, foram necessários 33 quilômetros de tecidos e 500 toneladas de aço. Foi montado um palco com 40 metros de altura e 88 metros de boca de cena.

10. Na terceira edição do Rock in Rio, em 2001, o baixista da banda norte-americana Queens of the Stone Age, Nick Oliveri, entrou completamente pelado no palco. Ao sair do show, o músico foi autuado por atentado ao pudor, mas não foi preso. A desculpa do baixista foi: "achei que não teria problema, todo mundo neste país anda pelado".