Curiosidades sobre 15 bandas de rock nacional

1. Barão Vermelho
O nome da banda foi tirado das tiras da turma do Snoopy. Barão Vermelho era o rival de Snoopy, quando ele assumiu a personalidade de um piloto da Primeira Guerra. O primeiro disco foi gravado em 1982 pela Som Livre, em dois finais de semana. A banda foi considerada a primeira a fazer um rock genuinamente brasileiro.

2. Capital Inicial
A banda adotou este nome porque não tinha dinheiro para dar início à sua carreira. A canção "Música Urbana", sucesso da banda, só tinha uma estrofe. Dinho Ouro Preto ligou para Renato Russo, da Legião Urbana, e pediu a segunda estrofe. Ele fez a letra na hora, ditando para que Dinho escrevesse.

3. Charlie Brown Jr.
Antes de ser músico, Chorão era skatista profissional. É dele o terceiro lugar nos campeonatos brasileiros de 1987 e 1988. A ideia de batizar a banda de "Charlie Brown Jr." veio depois que Chorão bateu o carro em uma barraca de coco que tinha esse nome.

4. CPM22
A sigla que compõe o nome da banda significa "Caixa Postal Mil e Vinte e Dois". Trata-se do endereço de correspondência do grupo. O CPM22 lançou seu primeiro disco, A Alguns Quilômetros de Lugar Nenhum, em 2000. A tiragem de apenas 4 mil cópias se esgotou em um mês.

5. Jota Quest
O nome do grupo homenageia o personagem de desenho animado Johnny Quest. A ideia era usar seu nome inteiro, mas ele não coube no cartaz de um dos primeiros shows dos músicos. A turma decidiu então abreviá-lo para J. Quest. Em 1998, a Hanna-Barbera, dona dos direitos do desenho, processou a banda pelo uso da palavra, obrigando-a a adotar o atual Jota Quest. O último a entrar para a banda foi o vocalista Rogério Flausino. Ele participou de um teste com outros 12 candidatos para conseguir a vaga. Seu nome verdadeiro é Rogério Oliveira de Oliveira (Flausino é o sobrenome de seu avô).

6. Skank
O Skank foi o primeiro grupo nacional a mixar um álbum no estúdio Abbey Road, em Londres, e a conquistar, com uma canção em português - "Garota Nacional"-, o primeiro lugar nas paradas de uma rádio européia.

7. Legião Urbana
A primeira apresentação da Legião Urbana aconteceu na Festa Nacional do Milho, no Parque de Exposições da cidade mineira Pato de Minas. A banda foi uma das 9 atrações do festival Rock no Parque, realizado em 5 de setembro de 1982. Durante o show, os rapazes da banda Plebe Rude subiram no palco e tocaram uma música incentivando que as pessoas votassem em branco. Era época de fim da ditadura militar, mas a polícia não gostou e todos foram parar na delegacia para explicar a letra da música. Renato Russo, líder da Legião, fez ao delegado um discurso tão convincente pela liberdade de expressão que a turma foi liberada. A única condição era que eles fossem embora da cidade imediatamente e nunca mais voltassem. Todos aceitaram. O último show da banda foi realizado no dia 14 de janeiro de 1995 na casa Reggae Night, no Morro Nova Cintra, em Santos. O álbum do grupo que alcançou maior vendagem foi As Quatro Estações, de 1989, com 1,3 milhão de cópias vendidas.

8. Los Hermanos
Marcelo Camelo escreveu "Anna Júlia" com base na história do produtor da banda, Alex Werner. Quando fazia faculdade, ele paquerava uma colega chamada Anna Júlia Werneck, mas não se aproximava dela porque era muito tímido. O roqueiro Jim Capaldi fez uma versão em inglês da canção "Anna Júlia". O ex-Beatle George Harrison toca a guitarra na gravação. Foi a última música gravada por Harrison.

9. Mamonas Assassinas
Antes de decidirem por Mamonas Assassinas, foram cogitados os títulos "Os cangaceiros de teu pai", "Coraçõezinhos apertados", "Uma rapa da Zé" e "Tangas vermelhas". Os Mamonas Assassinas estouraram em junho de 1995. No início, cobravam oito mil reais por apresentação. Em fevereiro de 1996, esse valor já tinha subido para 70 mil. Eles só não se apresentaram nos Estados do Acre e do Tocantins. Os Mamonas venderam cerca de dois milhões de cópias de seu disco de estreia em oito meses de trabalho. O resultado ultrapassou o recorde nacional, que era do disco Rádio Pirata - Ao Vivo, do RPM.

10. Titãs
Sérgio Britto, Arnaldo Antunes, Paulo Miklos, Marcelo Fromer, Nando Reis, Ciro Pessoa e Tony Bellotto se apresentaram juntos pela primeira vez no evento A Idade da Pedra Jovem, promovido em 1981 pelo colégio Equipe. Todos eles estudavam no local. Nessa época, a banda se chamava Titãs do Iê-Iê.

11. Paralamas do Sucesso
Vital, personagem da música "Vital e Sua Moto", foi o primeiro baterista da banda. Herbert Viana e Bi Ribeiro já se conheciam de Brasília. Quando se reencontraram no Rio de Janeiro, conheceram Vital e acharam que ele daria um bom baterista porque batucava muito bem na sala de aula do cursinho pré-vestibular. Sem dinheiro, arranjaram um bongô e um fundo de gaiola de passarinho para servir de prato e compor a bateria. A música "Vovó Ondina é Gente Fina", do álbum O Passo do Lui, é uma homenagem à avó de Bi, baixista da banda, porque os Paralamas ensaiavam na casa dela. Um dia a polícia foi chamada por causa do barulho, mas a avó não se incomodava. Ao contrário, gostava da bagunça. Ela ia a shows sem avisar: chegou a aparecer de surpresa no Circo Voador, no Morro da Urca e ia sozinha a danceterias só para ver os rapazes tocarem.

12. Pato Fu
O nome da banda é inspirado em uma tirinha do Garfield em que o gato lutava "gato-fu". Para não copiar claramente o desenhista e criador do personagem Jim Davis, o trio balizou a banda como Pato Fu, em 1992. Para chamar a atenção para sua fita demo, em meio às centenas que as gravadoras recebem de bandas iniciantes, o Pato Fu mandava também um pedaço de queijo que se destacava pelo mau cheiro.

13. Raimundos
Foi numa abertura de show dos Titãs a primeira - e única - vez que o baterista Fred deu um mosh, aquele pulo do palco em cima da plateia. Ele acabou batendo a cabeça no chão e ganhou um coágulo no cérebro, depois retirado em uma cirurgia. Canisso comprou um de seus primeiros baixos com o dinheiro da venda de seu fusca azul calcinha chamado Trovão Azul. O carro capotou quando ele estava ensinando o vocalista Rodolfo a dirigir.

14. Secos e Molhados
Os Secos e Molhados revolucionaram a cena musical da época. Os shows misturavam música e encenações teatrais. A banda acabou uma semana depois que o segundo álbum, Secos e Molhados II, foi lançado, em agosto de 1974.

15. Sepultura
O disco de maior sucesso da banda foi Roots (1996), que misturava o metal tradicional com ritmos brasileiros, contando inclusive com a participação do músico Carlinhos Brown e de uma tribo de índios xavantes. Sucessor de Iggor Cavalera, que deixou a banda em 2006, o baterista mineiro Jean Dolabella sempre foi fã do Sepultura. Quando tinha 12 anos, Jean foi a  um show do Sepultura e conseguiu uma palheta de Andreas, que guarda desde então.