10 mães famosas

1. Iara, a Mãe D’Água
Trata-se da lenda da sereia, adaptada ao folclore brasileiro. Metade mulher e metade peixe, Iara vive nas águas doces do rio Amazonas, em cujas pedras vem se exibir nas noites de lua. Penteia seus longos cabelos verdes com um pente de ouro e tem o poder de cegar quem a admira. Atrai para seu palácio no fundo das águas os jovens com quem deseja casar. Ali eles morrem afogados. Na Europa, contam-se também histórias de damas dos rios. Lá, elas são chamadas de Ondinas.

2. Mãe-Coruja
A mãe-coruja é aquela que sempre exagera nas qualidades dos seus filhos. A expressão nasceu na fábula "A coruja e a águia". As duas aves fizeram um acordo no qual uma não comeria o filhote da outra. Para não cometer enganos, a águia perguntou como reconheceria os filhotes da coruja. Ela então lhe respondeu: "São os mais lindos do mundo". Algum tempo depois, durante o vôo, a águia avistou um ninho com filhotes bem feios. Ela atacou e comeu todos, e só depois descobriu que aqueles filhotes horrorosos eram os da coruja, que os achava lindos.

3. Mãe das plantas
Para os índios, a mãe das plantas e da mandioca é Ci (ou Ceuci). Essa entidade protege a floresta e proporciona abundância para as plantações. Quando está com raiva, porém, deixa a mata secar até provocar incêndios. Também é a criadora de instrumentos de trabalho, como o cesto para carregar frutas, a peneira e a armadilha para pescar.

4. Mama África
A deusa-mãe dos guerreiros negros está ligada à caça e à proteção da natureza. Tanto que é representada pelos mares e florestas. Acabou sendo muito reverenciada pelos africanos que saíram do continente.

5. Mãe Menininha do Gantois
Maria Escolástica da Conceição Nazaré (1894-1986), filha de Oxum, foi a mais famosa de todas as mães-de-santo brasileiras. Foi sagrada em 1922, e deve parte de sua fama à música "Oração de Mãe Menininha" (1972), de Dorival Caymmi, freqüentador de seu terreiro, em Salvador. O terreiro sagrado do Gantois nasceu de uma dissidência do Candomblé do Engenho Velho, casa fundada no século 18 por três tias africanas (iyá Dêta, iyá Calá e iyá Nassô). Duas filhas-de-santo disputavam o poder. Maria Julia Figueiredo venceu e Maria Julia Conceição, a derrotada, foi embora. Arrendou um terreno de alguns franceses, o Gantois, para abrir o seu próprio terreiro. Ela foi sucedida por Mãe Pulqueria, que cedeu o comando à sua sobrinha, Mãe Menininha. Falecida em 1986, ela deixou seu legado a sua filha, Mãe Cleusa Millet. Cleusa morreu em 15 de outubro de 1998, aos 67 anos.

6. Mães da Praça de Maio
A Argentina vivia uma terrível ditadura militar. No dia 30 de abril de 1977, treze mães se reuniram na Praça de Maio, em frente à Casa Rosada, sede do governo, para protestar contra o desaparecimento de seus filhos. Elas vestiam roupas pretas, com os nomes dos filhos bordados em lenços brancos na cabeça. As mães fizeram sua primeira marcha em volta da estátua da Liberdade. Carregavam cartazes com fotos dos desaparecidos. A ronda das Mães de Maio é feita até hoje, todas as quintas-feiras às 15 horas. Elas mantêm viva a lembrança do desaparecimento de cerca de 30 mil jovens e crianças. Muitas delas, incluindo sua fundadora, Azucena Villaflor, sumiram durante o regime militar.

7. Mães dos desenhos
A matriarca da família Sauro é das antigas. Fran cuida com carinho dos filhotes, que vivem se metendo em confusão. Também pode ser bem dramática e possessiva em determinadas situações. Não há mãe mais "prafrentex" do que Jane Jetson. Mesmo porque Jane vive no futuro. Ela adora gastar com roupas e beleza. Suas atividades, porém, não atrapalham o tempo que dedica aos filhos e ao marido. A mãe de Bart, Lisa e Maggie é uma dona-de-casa dedicada. Além de manter tudo em ordem e fazer bolinhos para as crianças, Marge Simpson dá conselho para os vizinhos.

8. Supermãe
Ziraldo criou a personagem na década de 1960. Como diz seu nome, é super em tudo: superdedicada, superzelosa e superamorosa. O excesso de cuidado é tamanho que o filho da Supermãe chega a ficar sufocado.

9. Mães da Literatura
Ao longo da história, a literatura vem retratando diversos tipos de mães. Em 1938, Graciliano Ramos traçou, por meio da personagem Sinhá Vitória, um perfil da mulher nordestina e sertaneja. Mãe de dois meninos e esposa do vaqueiro Fabiano, Sinhá Vitória, apesar da sociedade paternalista em que está inserida, é quem toma as rédeas da família – cuida da casa, dos filhos, das contas e toma as decisões importantes. Na mesma década, em 1935, Monteiro Lobato criava a personagem que viria a se tornar a avó mais famosa da literatura brasileira: Dona Benta. A personagem era um retrato da matriarca da roça, área rural no interior do Sudeste. Culta, divertida e super cuidadosa, seu papel era educar os netos por meio da contação de histórias. Em 1949, é a vez de Érico Veríssimo homenagear a mãe brasileira. Em “O Continente”, primeira obra da trilogia “O Tempo e o Vento”, Veríssimo apresenta a personagem Ana Terra, icônica mãe solteira, que se dispõe a enfrentar as maiores dificuldades, obstáculos e preconceitos para criar o filho Pedro Terra. Em 1997, a literatura juvenil ganhou mais uma grande mãe para sua coleção. Lilian Potter, mãe do bruxinho Harry Potter, ofereceu a própria vida ao malvado Lorde Voldemort para salvar o filho. Apesar de nem chegar a participar da trama, Lilian Potter é de grande importância na formação do caráter do personagem central.

10. Mães da Música
A música “Como é grande o meu amor por você”, muito reproduzida em serenatas amorosas, não tem nada de romântica. Ela foi composta em 1967 por Roberto Carlos em homenagem a sua mãe. O amor maternal de Roberto por Laura Moreira Braga (1914 – 2010) o inspirou a compor também a canção “Lady Laura”, uma parceria com Erasmo Carlos, de 1978. Roberto, que era muito ligado à mãe, não conseguiu conter suas lágrimas durante a gravação da música, tendo que cantá-la repetidas vezes no estúdio. Na mesma década, a milhares de quilômetros de distância, o ex-Beatle John Lennon também enganou direitinho todas as fãs que se descabelaram em busca da musa inspiradora da canção de amor “Julia”. A delicada música foi composta para a mãe do artista, que morreu em um acidente de trânsito quando ele tinha apenas 17 anos.