10 verbetes carnavalescos

1. Abre-alas
É o primeiro carro alegórico apresentado pela escola, logo após a comissão de frente. Deve obrigatoriamente trazer o nome da escola. Em geral, traz também as cores, os símbolos e os mascotes.

2. Pavilhão
É o estandarte que apresenta símbolo, nome e cores da agremiação. Precisa ser protegido pela porta-bandeira e cortejado pelo mestre-sala. O ano apresentado na bandeira representa o ano em que aquele pavilhão específico começou a ser utilizado.

3. Barracão
Local onde são confeccionadas os carros alegóricos. No Rio de Janeiro, os 12 barracões do Grupo Especial estão abrigados na Cidade do Samba, um espaço próprio para isso. O mesmo acontecerá em breve com a Fábrica do Samba, onde estarão as 14 escolas do Grupo Especial paulistano.

4. Concentração
Também chamada de armação, é o local onde a escola se prepara para o desfile, as alas são distribuídas e tudo é montado.

5. Merendeiro
Pessoa contratada pela escola para empurrar as alegorias no desfile. O nome é devido ao baixo salário desses profissionais (um “dinheiro de comprar merenda”).

6. Confete e serpentina
Era a munição usada na disputa entre os cordões. Chegaram ao Brasil em 1892. As serpentinas serviram para substituir as flores que eram atiradas para saudar a passagem dos carros alegóricos.

7. Corsos
Entre 1907 e 1930, as famílias usavam seus carros para se divertir. Montados nos capôs e nas capotas dos veículos, homens e mulheres mascarados e fantasiados jogavam confetes e serpentinas uns nos outros. Essas carreatas eram chamadas de "corsos".

8. Desfiles de fantasia
Inspirados nos bailes de máscara do Carnaval de Veneza, os desfiles de fantasia do Teatro Municipal do Rio de Janeiro começaram em 1937. Clóvis Bornay foi o vencedor do primeiro concurso com a fantasia Príncipe Hindu. O concurso durou até 1972. 

9. Lança-perfume
O lança-perfume foi trazido da França em 1906. Era feito com perfume e cloreto de etila. Até o final dos anos 50, o máximo da ousadia era espirrar um jato gelado nas pernas das moças. Não se sabe quem inventou a moda de cheirá-lo, mas em 1961 o presidente Jânio Quadros proibiu o seu uso, porque a substância estava sendo aspirada como uma droga. Cinco anos depois, o presidente Castello Branco assinou a lei que bania definitivamente o lança-perfume dos bailes de Carnaval.

10. Rei Momo
Deus zombeteiro, do sonho e da noite, na mitologia grega, acabou virando Rei do Carnaval no Brasil, depois que a monarquia acabou no país. Por isso é que se fala em reinado de Momo para designar o Carnaval. O primeiro Rei Momo foi instituído pelo jornal carioca A Noite, em 1933. O eleito foi o músico Silvio Caldas, que, por sinal, era magérrimo. Atualmente, um comitê escolhe o monarca da folia com base em quesitos como desembaraço, sociabilidade, facilidade de expressão, simpatia e espírito carnavalesco. Até 1997, também era obrigatório que o candidato pesasse pelo menos 100 quilos, mas esta norma foi descartada para preservar a saúde dos concorrentes. Um dos Rei Momos mais famosos é Alex de Oliveira Silva. Ele chegou a ser o mais pesado da história, com 220 quilos.