10 curiosidades sobre os calendários

1. A ideia de fazer um calendário surgiu da necessidade de se medir o tempo para comemorar festas religiosas e para plantar e colher.

2. Um ano é o tempo que a Terra demora para dar uma volta ao redor do Sol. O ano solar ou tropical tem 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 46 segundos. Esse número é usado para a maioria dos cálculos astronômicos. O ano sideral tem 365 dias, 6 horas, 9 minutos e 10 segundos. Ele é utilizado algumas vezes nos cálculos dos astrônomos por ser o tempo que a Terra leva para voltar à sua órbita, usando como referência estrelas fixas.

3. A abreviação a.C. significa "antes de Cristo" e d.C., "depois de Cristo". A contagem dos anos na era cristã é feita a partir do nascimento de Jesus. No ano 525, o monge Dionísio Exíguo fixou essa data em 25 de dezembro do ano 753 da fundação de Roma. Assim, o ano romano de 754 corresponderia ao ano 1 da era cristã. Pesquisadores da Bíblia, porém, acreditam que a data correta do nascimento de Jesus seria o ano 748 do calendário romano. O período anterior ao nascimento de Cristo é computado em contagem regressiva.

4. O ano cósmico é o tempo que o Sol leva para dar uma volta ao redor do centro da Via Láctea - aproximadamente 225 milhões de anos!

5. Antes de Júlio César reformar o calendário, o mês de julho se chamava Quintilis. Ele foi rebatizado em homenagem ao imperador romano.

6. O calendário gregoriano, o mais utilizado hoje, demorou a ser aceito pelos povos. Como foi criado por um Papa, no início, apenas as nações católicas o seguiam.

7. O primeiro calendário foi criado por Rômulo no ano 753 da fundação de Roma. O ano tinha 304 dias e dividia-se em dez meses. Começava em 1o de março.

8. Numa Pompílio, sucessor de Rômulo, estabeleceu o ano de 155 dias, dividido em doze meses. Acontecia de, em determinados anos, ser incluído no calendário o mês Mercedenonius (Merces, cujo significado é renda). Tratava-se do período de recolhimento de impostos. Nessa época, os romanos temiam os números pares. Passaram a existir meses de 29 e 31 dias.

9. Mais tarde, Júlio César reformulou o calendário, com a ajuda do astrônomo Sosígenes. Decidiu que o ano comum seria de 365 dias e que, para ajustar o ano solar ao ano sideral, se acrescentasse um dia de quatro em quatro anos. O ano de 366 dias recebeu o nome de "bissexto". Esse calendário passou a ser usado a partir de 45 a.C. e foi batizado de "juliano" em homenagem a Júlio César. Acontece que ao arredondar o ano para 365 dias e seis horas Júlio César arrumou outra confusão. Em 1582, por conta desse erro de 11 minutos e 14 segundos, a diferença entre o ano e o ano solar era de 13 dias. O papa Gregório XIII corrigiu o calendário. Tirou 13 dias do ano. Ordenou que após 4 de outubro de 1582 viesse o dia 15. Estabeleceu também que o último ano dos três primeiros séculos não seria bissexto. Os anos de 1700, 1800 e 1900 foram, portanto, anos comuns. Já 2000 foi bissexto. Dica: os anos bissextos são divisíveis por quatro.

10. O calendário judaico é contado desde 3761 a.C. O Ano Novo judaico, chamado Rosh Hashaná, acontece no primeiro ou no segundo dia do mês hebreu de Tishri, que pode cair em setembro ou outubro. Os anos comuns, com 12 meses, podem ter 353, 354 ou 355 dias, enquanto os bissextos, de 13 meses, 383, 384 ou 385 dias. Em 1994, festejou-se o ano judaico de 5755.