A nova propaganda da Sadia está aborrecendo muita gente. Na campanha, o presunto da marca concorrente – que, por não ter saída, criou um vínculo com o fatiador –  ganhou o nome de “Luís Augusto”. Nos últimos dias, o Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) recebeu cerca de 100 reclamações de consumidores, com a argumentação de que o comercial estaria estimulando o bullying com pessoas chamadas de Luís Augusto. De fato, segundo reportagem do Jornal Extra, dois deles, ambos da Baixada Fluminense, estão processando a marca de embutidos e pedem, além da retirada imediata da propaganda do ar, mais 30 mil reais de indenização.
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Os tempos são mesmo outros. Em 1996, os Bráulios sofreram horrores com a campanha contra a Aids, patrocinada pelo Ministério da Saúde. Nela, o nome do órgão sexual de um rapaz era chamado de “Bráulio”. Os comerciais deram o que falar e viraram tema de dezenas de piadas. Diante da gritaria, o governo tratou de tirá-los do ar rapidinho. Mas a polêmica em torno do assunto não terminou aí: em 2001, um sujeito chamado Bráulio entrou na Justiça, pedindo indenização por danos morais, causados pelas brincadeiras feitas por amigos. O tribunal não se comoveu com a história e negou o pedido de indenização.
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Alguns outros nomes próprios usados na publicidade também deram certa dor de cabeça a seus donos. Depois da campanha da U.S. Top, todo Fernando teve que aguentar a repetição do bordão “Bonita camisa, Fernandinho”. Nos anos de 1980, Alfredo era o personagem da marca de papel higiênico Neve, que carregava o rolo numa bandeja de prata. Coitado dos Alfredos!
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