Lançada no mercado em 1886, a Coca-Cola pode ser considerada uma das marcas mais conhecidas e presentes na sociedade. Do fim do século das Ciências à formação da geração Y, passando por duas grandes guerras, a suposta invenção do Papai Noel e o fenômeno da globalização, os pôsteres da Coca-Cola contam parte da história dos últimos 129 anos de humanidade.

1889


Em 1889, o visual vitoriano das mulheres começava a se adaptar à chegada do século XX. Elas continuavam usando os vestidões compridos, mas os tecidos já eram mais leves. A moral e o puritanismo eram regras de conduta da época, condizentes com a pose da modelo no cartaz. Preocupada com a estética, ela nem se preocupa em olhar para o copo de Coca-Cola que repousa na mesa ao seu lado.

1907


Quase uma década depois, não era mais em casa que a mulher americana apreciava sua Coca-Cola. O guarda-roupa, que ainda preservava as heranças do século XIX, ficou mais simples. Trajes tiveram que ser readequados para passeio, com cortes ligeiramente mais masculinos.

1918


A propaganda direcionada às mulheres parecia funcionar para a Coca-Cola. Na década de 1910, a maioria dos homens – combatentes na Primeira Guerra Mundial – estava alheia a assuntos mundanos. A moda de chapéus e sombrinhas era também uma forma de as abastadas, que cada vez mais saíam às ruas, preservarem a pele alva.

1920


A Coca-Cola lança seu primeiro cartaz direcionado ao público masculino em 1927. O brinde de um empresário à cidade mostra a influência da urbanização na vida do cidadão norte-americano.

1931


No Natal de 1931, a Coca-Cola lança, pela primeira vez, a imagem do bom velhinho em seus comerciais. Não foi a marca de refrigerante que criou a figura do Papai Noel como a conhecemos hoje – ele já tinha aparecido em obras do cartunista Thomas Nast, mas a expressão carismática e a volumosa barba branca foram primeiro retratadas na propaganda do refrigerante.

1942


Em 1942, com os Estados Unidos já completamente envolvidos na Segunda Guerra Mundial, a Coca-Cola aproveita para se inserir no contexto no conflito. No pôster, o refrigerante é exaltado como uma das saudades dos soldados que aos poucos retornam para casa.

1954


Na década de 1950, a Coca-Cola inova nos cartazes, abrindo mão pela primeira vez do nacionalismo norte-americano. A nova estratégia é mostrar ao público o sucesso do refrigerante em locais não mais tão distantes. É o reflexo do que mais tarde seria chamado de globalização.

1960


Pela primeira vez, em 1960, a Coca-cola não é servida pura em um comercial. Os milkshakes estão em alta e o refrigerante vira aliado deles. Foi nessa época que surgiu a “vaca preta” (mistura de Coca-cola com sorvete), até hoje apreciada em algumas lanchonetes.

1978


Na década de 1970, a marca procura se aproximar da geração “sexo, drogas e rock ‘n roll”, lançando um cartaz que sugere seu efeito contra a ressaca. “Como sobreviver ao dia seguinte ao feriado? Faça um estoque de Coca-Cola!”.

1982


Em 1982, foi lançada a Coca Diet, que mais tarde daria origem à Coca Light, Coca Zero e Coca Light Plus. Com o pretexto de ser uma bebida adoçada que diabéticos poderiam consumir, o refrigerante de baixa caloria fez sucesso em uma sociedade que começava a se preocupar com o problema da obesidade.

1993


Depois de popularizar o Papai Noel, a Coca-Cola lança na década de 1990 suas campanhas de Natal com outro garoto-propaganda. O urso polar – branco como a neve e inserido em um ambiente gelado – reforça a ideia de refrescância pregada pela marca.

2008


Em 2008, em meio à crise econômica que estourou no mercado imobiliário americano, a Coca-cola se lança inserida em um cenário ao mesmo tempo apocalíptico e futurístico.

2008


Para fechar, a propaganda lançada pela Coca-cola também em 2008 compara a bebida a Elvis Presley, Beatles e Marilyn Monroe, na categoria dos clássicos que nunca saem de moda.
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