Com tiras de plástico, os jogadores dão impulso a botões planos, que deslizam pelo tabuleiro. À distância, pode parecer uma partida de futebol de mesa, mas é um novo jogo. A Corrida de Botão usa as peças de plástico como se fossem carros. O objetivo é completar primeiro um certo número de voltas.

Como diria Arnaldo César Coelho, as regras são claras: na largada, cada jogador pode dar um empurrão nas peças com seu propulsor. Depois, são permitidos três toques por jogada, a não ser que o participante cometa algum erro. Entre esses erros, estão usar as mãos para mexer as peças, encostar o botão nos cones ou tirar o “carro” da pista.

Mesmo sendo novo, o brinquedo tem um ar nostálgico. Não tem painéis luminosos, realidade virtual, contagem de pontos nas redes sociais. É simples, como eram simples os jogos de antigamente. Além do futebol de botão, o Blog do Curioso selecionou outros exemplos de passatempos futebolísticos que podem e podiam ser disputados em tabuleiros. Eu mesmo criei um jogo de tabuleiro chamado Tira-Teima, lançado pela Grow em 1998, com perguntas e tarefas sobre futebol.
Futebox



A aparência de campo de futebol engana. Na verdade, o Futebox é um jogo de tabuleiro que não depende da habilidade de manusear os botões para fazer gols. O que vale mesmo é a habilidade com os dados. O jogador escolhe seu time e posiciona as peças de acordo com a estratégia preferida. Precisa contar com a sorte para movê-las até o gol do adversário.
Pelebol

Na década de 1970, a Estrela lançou um jogo de mesa batizado de Pelebol. Era uma versão do original Subbuteo, criado em 1946 pelo inglês Peter Adolph.  Os jogadores tinham uma base que lembrava os bonequinhos de joão-bobo.
Futebol Club

Era o concorrente do Pelebol no Brasil. Foi lançado com o nome de Futebol Pelé, mas rebatizado na década de 1980. Os bonecos, caracterizados com os uniformes dos times, tinham uma perna móvel. Para incrementar a brincadeira, os jogadores apresentavam pés em formatos diferentes, o que mudava o alcance e a direção do chute. A Gulliver ainda fabrica o tabuleiro.
Pregobol

Martelados por toda parte do campo, os pregos eram as barreiras que deveriam ser ultrapassadas pelas crianças. A bola, que costumava ser uma pequena moeda, era movida com petelecos – a quantidade de movimentos permitida tinha que ser negociada entre os jogadores antes da partida. Em algumas versões, um palitinho de sorvete era usado para mexer a moeda.
Ludopédio

Exilado na Itália, entre 1969 e 1970, o cantor e compositor Chico Buarque de Hollanda criou um jogo de tabuleiro inspirado em futebol. O Ludopédio foi trazido para o Brasil com o nome de Escrete. Os jogadores brincam de cartolas e treinadores por meio de cartas que representam a escalação do time.