Vincenzo Ragognetti e Luigi Cervo, dois dos fundadores do clube paulista, queriam que o nome fosse original. Em um artigo na revista Vida Esportiva Paulista de 1942, Cervo justifica: “Todos os clubes da nossa terra querida, à guisa de prótese, têm o famoso Clube Atlético ou o sovado Esporte Clube. Assim, temos Club Athletico Paulistano, Esporte Clube Corinthians Paulista, São Paulo Futebol Clube, e continua a marcha no calendário, longo e pitoresco da nossa vida esportiva. Para o Palestra o caso é diferente…”
Na ata da primeira Assembleia Geral de Sócios, em 26 de agosto de 1914, ficou registrado o nome Palestra Italia. O termo “palestra” vem do grego, e se refere ao local em que o mestre de luta ensina técnicas a seus alunos. A palavra foi adaptada ao italiano moderno, e hoje é usada para designar algumas academias de ginástica na Itália.

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Contrato do jogador Luiz Imparato de 1935,  quando o clube ainda se chamava Palestra Itália (disponível na edição comemorativa da Bíblia do Palmeirense, da Editora Panda Books*)


O clube só virou Palmeiras depois da entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial, em 1942, quando o governo proibiu que qualquer instituição no país tivesse seu nome ligado a um país inimigo. O Palestra teve que excluir tanto o “Itália” do nome como o vermelho da bandeira. Assim, em 20 de setembro de 1942, passou a ser oficialmente chamado de Sociedade Esportiva Palmeiras, em homenagem à extinta Associação Atlética das Palmeiras. (E para aproveitar o P do escudo, é claro).
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*A história foi contada na edição comemorativa da Bíblia do Palmeirense, de Jota Christianini, da Editora Panda Books.