Este é o cardápio do que se come dentro dos estádios sul-africanos durante a Copa do Mundo. Sim, não pode faltar o onipresente cachorro-quente. Mas preste atenção na última linha: “biltong”. Esse é o nome de um dos petiscos preferidos do povo daqui. Há lojas de biltongs nos shoppings e nos aeroportos. Os supermercados tem seções dedicadas a eles. Pacotinhos são vendidos no cinema também.
O biltong é como a nossa carne seca. Mas ela pode ser feita de vários tipos de animais: boi, galinha, avestruz, porco, springbook, kudu. Visitei um açougue em Pretoria e acompanhei todo o processo. As peças de carne são cortadas em fatias grossas. Elas recebem uma banho de vinagre branco e molho worcester. Depois são cobertas por um preparado de ervas especial dos dois lados. Descansam assim por três horas. Aí são penduradas numa câmara fria por três dias. Quando a carne fica bem seca, ela está pronta para ser cortada em pedacinhos. Estes são os pacotes que coloquei na mala para levar para o pessoal de casa experimentar.

A origem do biltong é holandesa. Os desbravadores que chegaram ao país no século 17 não tinham como conservar os animais que caçavam, e o jeito era secá-las e salgá-las para que durassem mais tempo. Para ver a reportagem sobre a preparação do biltong, clique aqui.