Certa vez num passeio pelo bairro da Liberdade, aqui em São Paulo, encontrei o boxe com 6 DVDs da primeira temporada do seriado Batman. Passei a noite assistindo aos episódios do meu super-herói favorito. Ele foi apresentado ao público na Detective Comics #27, que ficou nas bancas de 30 de março de 1939 até o último dia de maio daquele ano. Batman apareceu na história “O Caso dos Químicos”, escrita por Bill Finger e desenhada por Bob Kane. Resolvi homenageá-lo com 75 curiosidades:

1. O Batman foi criado por Robert Kane em 1939, a pedido da editora de quadrinhos National Periodical Publications. Nos primeiros rascunhos de Kane, o personagem usava uma máscara parecida com a do Zorro e um uniforme vermelho. O nome de Batman, Bruce Wayne, é uma homenagem a duas personalidades históricas. A primeira é Robert The Bruce, rei escocês que comandou a luta contra os britânicos na Guerra de Independência da Escócia, e que sucedeu William Wallace no posto de Guardião da Escócia, em 1298. O outro homenageado é Anthony Wayne, general herói da Guerra de Independência dos Estados Unidos.



2. Robert Kane consultou o amigo e cartunista Bill Finger, que sugeriu algumas mudanças: a máscara foi substituída por um capuz com orelhas pontiagudas e o uniforme passou a ser azul e cinza.



3. Kane e Finger usaram uma série de inspirações para criar a versão final de Batman. Sombra, na época personagem de um programa de rádio, deu a idea da capa, da identidade dupla e das habilidades de investigação do herói. O enredo de A Máscara de Zorro (1920) inspirou a criação do alterego Bruce Wayne. Outro filme, The Bat Whispers (1930), serviu de inspiração para a roupa e a identidade de morcego de Batman. E as asas do homem-morcego foram baseadas no desenho do ornitóptero de Leonardo Da Vinci (imagem).

4. Bob Kane e Bill Finger costumavam ir juntos ao Poe Park, no atual bairro nova-iorquino do Bronx. Eles se sentavam em frente à casa de campo branca de Edgar Allan Poe para discutir ideias sobre os quadrinhos.

5. Batman é conhecido por não usar armas de fogo, atitude justificada pelo trauma de infância do herói, que viu os pais serem mortos a tiros por criminosos. Esse valor não vem de berço. Nas primeiras edições dos quadrinhos, o homem-morcego carrega armas de fogo para se defender durante suas patrulhas noite adentro.

6. A cidade de Batman só ganhou o nome de Gotham City em 1940, na revista Detective Comics #48. Até então, Batman morava em “Metropolis” ou Nova York.

7. Nas primeiras histórias publicadas no Brasil, em 1940, Batman era conhecido como Morcego Negro, e sua identidade secreta era Bruno Miller, e não Bruce Wayne. O nome da cidade Gotham City também foi alterado na versão brasileira — virou Riacho Doce.

Produto de 1949 à venda no Mercado Livre

8. A “identidade secreta” de Batman não era tão secreta assim. Um total de 11 personagens já ficou sabendo que Batman e Bruce Wayne são a mesma pessoa: os três Robins (Dick Grayson, Jason Peter Todd e Tim Drake), o mordomo Alfred Pennyworth, o Pinguim Harold, o Super-Homem, o super-herói Azrael, a Batgirl e três inimigos (Bane, Ra’s Al Ghul e Hugo Strange). Bruce Wayne passou a adolescência em instituições como Cambridge (Reino Unido) e Sorbonne (França). Aos 20 e poucos, entrou para o FBI, que o mandou a países como Coreia, Japão e China, para o treinamento das artes marciais. O personagem parou de envelhecer quando chegou aos 34 anos – idade que assume até hoje.

9.  Selina Kyle, a mulher-gato, apareceu em 1940, já no papel de ladra de joias nas histórias do Batman. No começo, era uma personagem sem muito apelo sexual. Usava uma máscara peluda que cobria seu rosto inteiro.

10.  Mas, com o tempo, isso mudou. Quem não se lembra da série televisiva dos anos 60, em que ela aparecia em trajes colantes?

11.  Nos quadrinhos, um ponto bem explorado é o dos sentimentos reprimidos entre a mulher-gato e o homem-morcego, apesar de cada um estar de um lado da lei.

12.  Há várias explicações para a origem do disfarce felino da mulher-gato. No gibi, ela era uma prostituta que resolveu não depender de mais ninguém. Assumiu a identidade de mulher-gato e saiu aprontando. A Selina das telonas trabalhava como secretária. Um dia, descobre segredos que podem prejudicar seu chefe, metido em falcatruas. Para não correr riscos, o patrão a joga do alto do prédio. Misteriosamente, porém, ela é revivida por gatos. Sua personalidade muda e ela se torna mais agressiva e corajosa.

13.  Em 1959, Batman e Selina Kyle, a mulher-gato, tiveram uma filha. A história se passa na Terra II,  uma dimensão em que os personagens da HQ envelhecem como no tempo comum. O bebê foi batizado de Helen Wayne e mais tarde ganhou o codinome Caçadora. Selina Kyle escolheu dar a menina para a adoção depois que sua identidade secreta foi descoberta, para protegê-la de riscos futuros. Em 1985, depois que todas as terras das HQs de Batman foram unificadas, Caçadora apareceu como Helena Bertinelli, personagem coadjuvante baseada na primogênita de Batman.

14.  O personagem Pinguim foi baseado no personagem da propaganda dos cigarros Kool, que aparecia em cartazes e na rádio. A versão original do Pinguim era mais colorida e hiperativa do que a atual.



15.  Junto a Super-Homem, Batman foi membro ocasional da Liga da Justiça, inspirada nos quadrinhos da Sociedade da Justiça da América, publicados pela primeira vez em 1940. O grupo teve várias formações. Originalmente era composto por Aquaman, Canário Negro, The Flash e Lanterna Verde. Depois, se juntaram a eles Mulher-Maravilha e Batman.

16.  Batman é mais um famoso super-herói dos quadrinhos que teve uma mãe chamada Martha (este também é o nome da mãe do Super-Homem). Bruce Wayne, no entanto, não teve a mesma sorte de Clark Kent. Sua mãe morreu assassinada durante um assalto quando o garoto era apenas uma criança. Foi esse crime que o estimulou a assumir a identidade de Batman.

17.  Originalmente, Robin apareceria em apenas uma história. É que o editor Jack Liebowitz não gostou da ideia de colocar uma criança para lutar contra gângsteres. Acontece que a revista Detective #38 (1940), que apresentou Robin, vendeu o dobro do normal. Liebowitz teve que dar o braço a torcer.

18.  Três personagens já assumiram o papel de Robin, parceiro de Batman. O primeiro deles foi Dick Grayson, menino órfão de 8 anos que fazia acrobacias de circo. Depois veio Jason Peter Todd, também órfão e filho de acrobatas. O terceiro, Tim Drake, quebrou as tradições: não era órfão nem tinha relação com o circo.

19.  O Batmóvel surgiu em 1941, nas histórias em quadrinhos. Tinha um design arrojado, mas não trazia nenhum equipamento especial.


20.  O símbolo do Batman foi criado em 1942, aparecendo pela primeira vez na Detective Comics #60. Antes disso, as revistas do Homem-Morcego eram caracterizadas por uma lua gigante atrás de Batman.

21.  Batman trombou com Hitler uma única vez, na revista World’s Finest #9 (1943). Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), era comum que os criadores de histórias em quadrinhos colocassem seus heróis para socar o líder nazista.



22.  A Batcaverna só apareceu em 1948. Antes disso, Batman tinha um hangar secreto para guardar seu avião e um celeiro abandonado que se conectava a sua casa por meio de uma passagem secreta.



23.  Batman lutou contra Dr. Doom antes de o Quarteto Fantástico existir. Isso aconteceu em abril de 1950, na Detective Comics #158. Quando Batman e Robin estão levando seu troféu número 1001 para a batcaverna, Dr. Doom consegue entrar junto com a dupla no esconderijo. Na tentativa de matar os super-heróis, Dr. Doom faz uso de quase todos os outros troféus que se encontram no local; mas, no final, é ele que acaba morrendo.

24.  Batman também costumava enfrentar um vilão chamado Dr. No-Face. O nome é uma referência a Dr. No, famoso vilão da série de filmes 007.

25.  A revista Batman #84 (1954) traz uma polêmica cena em que o homem-morcego divide a cama com Robin, que na época era representado por Dick Grayson, um garoto órfão de oito anos de idade.



26.  O lançamento do livro Seduction of the Innocent, também em 1954, do psiquiatra alemão Frederic Wertham, abalou os fãs de Batman. Isso porque um capítulo da obra sugeria que o homem-morcego e Robin eram um casal gay. Coincidência ou não, a partir de então os criadores dos quadrinhos adicionaram uma qualidade extra ao super-herói: ele se tornou cada vez mais mulherengo.

27.  A ideia de transformar os quadrinhos de Batman em uma série de TV surgiu em uma festa organizada pelo dono da Playboy. Hugh Hefner tinha paixão declarada por quadrinhos. Em 1965, ele deu uma festa temática à qual Yale Udoff, executivo da ABC, acabou comparecendo. Quando viu aquelas pessoas fantasiadas de Batman e Robin, apressou-se em dar um telefonema de negócios para contar sua mais nova ideia: fazer uma série de TV do Batman.

28.  Em 1966, já no seriado de TV, foi criado o Batmóvel clássico a partir de um modelo Lincoln Futura 1955, com customização de George Baris. O carro, que ficou pronto em apenas três semanas, era quase todo preto, com linhas vermelhas, vidro panorâmico e motor V8. Tinha turbina, reparador de pneus automático e baterias atômicas, entre outros acessórios. Em 2013, foi vendido para um fã de Batman em um leilão de carros antigos por 4,2 milhões de dólares.

Acima, o Lincoln Futura 55; abaixo, o Batmóvel

29.  Na série de televisão que foi ao ar na década de 60, a mulher-gato foi interpretada por duas atrizes: Julie Newmar (esq.) e Eartha Kitt (dir.).

30.  Eartha Kitt, primeira atriz negra a interpretar a Mulher-Gato, nasceu no dia 17 de janeiro de 1927. Ela foi chamada pelo cineasta Orson Welles de “a mulher mais excitante do mundo”. Eartha morreu aos 81 anos, no dia 25 de dezembro de 2008.

31.  Enquanto nas HQs o comissário Gordon convocava Batman por meio de um bat-sinal, na televisão o oficial usava um telefone vermelho, que tinha linha direta com a batcaverna. O modelo era uma referência ao aparelho que ligava a Casa Branca ao Kremlin durante os anos da Guerra Fria.

32.  Nos quadrinhos, o Homem-Morcego era quase sempre mostrado como um homem amargurado, sombrio e violento. Já na TV ganhou um ar mais cômico. Contribuíam para isso as cores berrantes do figurino e as impagáveis onomatopeias (Pow! Soc! Crash!) que espocavam na tela toda vez que os heróis enfrentavam seus inimigos.

33. Quando a série completou 40 anos, em 2006, o jornalista carioca Jorge Ventura, autor da fanzine Tribuna do Morcego, lançou o livro Soc!! Pow!! Crash!, pela Editora Opera Graphica, um guia de 320 páginas sobre a primeira adaptação de Batman para a televisão. O livro, primeira publicação brasileira a ter como tema central o seriado lançado em 1966, traz curiosidades, ficha técnica e histórias de bastidores de cada um dos 120 episódios da série.

34.  O cartunista Frank Miller foi o responsável pelo resgate da seriedade do herói nos quadrinhos. O desenhista também foi o criador da ninja assassina Elektra e dos personagens do filme Sin City (2005).

35.  Numa briga entre Batman e Super-Homem, quem levaria a melhor? A batalha entre o Cavaleiro das Trevas e o Homem de Aço já foi aviltada pela Warner. O roteiro incluía uma briguinha inicial entre os heróis, que deixariam as rusgas de lado para salvarem a humanidade de outro vilão.

36.  O ator Burt Ward, que interpretou Robin no seriado dos anos 60, teve sérios problemas com a censura norte-americana da época. A “Liga da Decência”, como era conhecido o grupo censor da época, cismou que o pênis do ator ficava muito proeminente com aquela fantasia apertada. Para tentar solucionar a questão, os produtores o fizeram usar duas sungas e até mesmo colocar gelo no local para ver se o dito cujo ficava menor. Uma última tentativa foi dar ao ator um remédio para diminuir a proeminência do pênis. No entanto, com medo de efeitos colaterais permanentes, Burt parou de tomá-lo depois de algum tempo. A solução final foi gravar a cenas de Robin da cintura para cima.



37.  Batman e o vilão Pinguim já se enfrentaram nas urnas. Isso aconteceu nos episódios 17 e 18 da 2ª temporada, que foram ao ar pela primeira vez em fevereiro de 1966. Pinguim lança sua candidatura à prefeitura de Gotham City, conseguindo apoio popular por meio de mentiras e armações. Para impedir que o vilão se torne o novo prefeito de Gotham, o Homem-Morcego resolve se candidatar. Uma das cenas memoráveis é o debate entre os dois concorrentes.

38.  Nos 120 episódios da série de TV, Robin fala 347 diferentes “santo-alguma-coisa”.

39.  Barbara Gordon só foi promovida a Batgirl por causa da série de televisão. O produtor William Dozier queria uma parceira feminina para Batman, já que Betty Kane não fazia mais parte do grupo. Por pura pressão de Dozier, a bibliotecária Barbara, filha do comissário Gordon, estreou como Batgirl em 1967.



40.  William Dozier também foi responsável pela volta do mordomo Alfred aos quadrinhos, depois de sua morte. Como Dozier não queria retirar o personagem da série, os criadores de Batman tiveram que dar um jeito de recolocá-lo na trama.

41.  Nos anos 70, a editora Roval lançou os quadrinhos do Morcego, o Herói da Selva Amazônica. Criação do brasileiro Wilson Fernandes, o personagem era uma cópia descarada de Batman, misturada com Fantasma, outro herói americano.

42.  Na sétima edição da revista Graphic Novel, de janeiro de 1989, a história “Batman, o Filho do Demônio” termina com Tália, filha do vilão Ra’as Al Ghul, grávida. “O desenrolar do enredo foi deixado de lado até 2006, quando, do nada, surge Damian Wayne, o filho do Batman”, conta Sidney Gusman, jornalista especialista em quadrinhos. O menino, já crescido, fora treinado pelo avô Ra’as para substituí-lo na Liga dos Assassinos. Batman não fica para trás e toma o filho para si, transformando-o no quarto Robin da cronologia oficial da HQ.



43.  O Homem-Morcego já apareceu em oito filmes oficiais, e foi interpretado por seis atores. O primeiro foi Adam West, no filme Batman (1966). Michael Keaton vestiu a capa preta duas vezes, em Batman (1989) e Batman – O Retorno (1992), ambos dirigidos por Tim Burton. Val Kilmer e George Clooney encararam o herói em Batman Eternamente (1995) e Batman & Robin (1997), respectivamente. Christian Bale assumiu o papel nas recentes produções Batman Begins (2005), The Dark Knight (2008) e The Dark Knight Rises (2012). O próximo a pintar nas telonas na pele do herói será Ben Affleck, em Batman vs. Superman (2014).

Adam West e Michael Keaton

Val Kilmer e George Clooney

Christian Bale e Ben Affleck

44.  Antes de 1966, Batman já tinha aparecido no cinema. Foi no filme Batman Dracula, dirigido e produzido por Andy Warhol em 1964. Hoje, a produção experimental – não autorizada pela DC Comics – virou raridade: todas as cópias parecem ter se perdido. O Homem-Morcego foi interpretado por Gregory Battcock, colaborador de Warhol. Algumas cenas aparecem em uma produção posterior de Warhol, Jack Smith e a Destruição da Atlântida.

45.  A ideia de adaptar a história de Batman para as telonas ressurgiu em 1980. Tom Makiewics, que ajudou a escrever o roteiro de Superman (1978), compôs uma trama que mostrava as origens do Homem-Morcego e de seu fiel escudeiro, Robin. O filme deveria ser lançado em 1985, mas os produtores resolveram arquivá-lo. Por ironia do destino, justamente em 1985 o estúdio desencavou o projeto e resolveu oferecê-lo ao diretor Tim Burton. Ele levou quatro anos para concretizar Batman, que teve o ator Michael Keaton no papel do Morcegão.

46.  Para o filme Batman (1989), dirigido por Tim Burton, o Batmóvel foi construído a partir de dois velhos Impalas (Chevrolet), e ganhou uma armadura retrátil.

47.  Foi nesse filme de 1989 que o personagem Coringa ganhou um nome – Jack Napier. Antes disso, não se sabia nada sobre suas origens nem sua identidade real. O nome é uma homenagem a Alan Napier, que interpretou Alfred na série de TV.

Jack e Alan Napier

48.  O mesmo Batmóvel de Batman (1989) foi usado no filme seguinte, Batman, o Retorno (1992), também de Tim Burton. Porém, a máquina ganhou a possibilidade de se esticar para se transformar em um míssil. Além disso, para as manobras rápidas, suportes na parte de baixo do veículo o levantavam para um giro de 180 graus.

49.  O diretor Joel Schumacher trouxe dois novos carros para o filme Batman Eternamente (1995). Eles tinham a dianteira mais baixa e o para-lamas separado da carroceria. O centro da roda, com o símbolo do Batman, não girava com os pneus.

50.  A banda U2 concorreu ao Globo de Ouro de Melhor Canção com “Hold Me, Thrill Me, Kiss Me”, de Batman Eternamente (1995). Perdeu para “Colors of the Wind”, de Pocahontas.

51.  No filme Batman & Robin (1997), o companheiro do Homem-Morcego não cabia no automóvel, que só tinha lugar para um ocupante. O Batmóvel era ativado por comando de voz, e podia acionar foguetes, ganchos, sensores infravermelhos e rastreadores a laser. Tinha 10 metros de comprimento, 1,60 m de altura e atingia 220 km/h.

52.  Hera Venenosa, personagem que apareceu em Batman & Robin (1997), ficou conhecida como uma das mulheres fatais do cinema. A vilã tinha outros artifícios de conquista, além do corpo escultural, os cabelos avermelhados e os olhos claros da atriz Uma Thurman. Seu pó mágico conseguia deixar até a dupla de super-heróis Batman e Robin meio abobalhados.

53.  Para o filme Batman & Robin (1997) foram feitas 50 fantasias completas para George Clooney e outras 50 para o Robin, Chris O’Donnell.

54.  Em 2004, foi lançado o filme Mulher-Gato. A atriz Michelle Pfeiffer recusou o papel principal porque achou o figurino desconfortável demais na época em que ela interpretou a personagem em Batman: O Retorno (1992).

55.  Foram treinados 43 gatos para participar do filme Mulher-Gato. Um deles foi adotado pela atriz Halle Berry, que interpreta a protagonista.

56.  A cena da briga entre a Mulher-Gato e a vilã Laurel Hedare (Sharon Stone) demorou nove dias para ser filmada.

57.  O chicote da mulher-gato foi gerado por computador na maioria das sequências. Durante as gravações, Halle Berry bateu a cabeça e precisou ficar afastada do trabalho durante alguns dias.

58.  Na época do lançamento do filme, a Matel lançou uma versão limitada da Barbie com a roupa da mulher-gato.

59.  O filme não fez muito sucesso nos cinemas. No final de semana de estreia nos EUA, arrecadou apenas 17,1 milhões de dólares. Ficou atrás de Eu, Robô, com 22 milhões.

60.  Halle Berry recebeu o prêmio anti-Oscar Framboesa de Ouro pela sua atuação no filme. Ela foi a quinta atriz (e a segunda negra) a interpretar a Mulher-Gato nas telas.

61.  O Batmóvel original foi eleito em 2004 o melhor carro do cinema. O carro bateu o Aston Martin DB5 de James Bond contra Goldfinger (1964), o Mini Cooper de Uma Saída de Mestre (1969), o Fusca de Se meu Fusca Falasse(1968), o De Lorean de De Volta para o Futuro (1985), o Mustang de Bullitt (1968) e o Lotus Esprit de O Espião que me Amava (1977).

62.  Em Batman Begins (2005), do diretor Christopher Nolan, o Batmóvel ficou mais gótico e robusto, parecido com um carro de corrida.

63.  Em junho de 2005, durante o lançamento do filme Batman Begins em Londres (Inglaterra), o Batmóvel tomou uma multa na porta do cinema onde ocorria a premiére. Ele estava estacionado em local proibido.

64.  Antes de ser intitulado Batman Begins, o filme dirigido por Christopher Nolan teve outros títulos. Batman 5Batman: The Frightening e Batman: Intimidation Game foram algumas das opções rejeitadas.

65. Em 2005, o jornalista mineiro Sílvio Ribas lançou o Dicionário do Morcego, pela Flama Editorial, livro que esclarece quase 1.500 verbetes relacionados ao Batman. O autor é fã do super-herói desde criança, quando começou a reunir informações sobre o homem-morcego. Em 1991, Ribas já tinha produzido um documentário sobre o mesmo personagem. Ele também é um dos fundadores do Correio Gotham, clube para trocas postais entre fãs em São Paulo, Paraná e Minas Gerais.

66.  De acordo com a DC Comics, Batman tem 1,89 m de altura e pesa 99,7 kg. Adam West e Christian Bale, o Batman do seriado dos anos 60 e o do filme Batman Begins, tinham esse exato peso quando viveram o personagem.

67.  Depois de combater o crime por quase 70 anos em Gotham City, Bruce Wayne aparentemente morreu em um acidente de helicóptero. A morte de Batman foi contada na revista Batman #680, uma das edições da série “Batman RIP” (a sigla RIP, em inglês, significa “rest in peace”, ou “descanse em paz”), escrita por Grant Morrison e lançada pela DC Comics no dia 26 de novembro de 2008. O responsável pela morte de Batman é o vilão Simon Hurt (supostamente o pai de Bruce Wayne), que atira no herói e tenta fugir de helicóptero. Para impedir a fuga do vilão, Batman se joga contra o helicóptero, causando o acidente. Não há na revista, no entanto, uma cena que mostre o cadáver do Homem-Morcego. Previsivelmente, o herói volta à cena na semana seguinte, em um episódio da série de revistas “Crise Final”. Lá, o sumiço do homem-morcego é explicado com uma viagem no tempo. O que muita gente esquece é que Batman já morreu pra valer, sim. O morcegão da Terra II perde a vida em uma batalha antes de as dimensões do universo Batman serem unificadas. Para não restar dúvidas, a revista Aventure Comics #462, de abril de 1979, traz o velório de Batman na capa.

68.  Em 2009, para o filme O Cavaleiro das Trevas, também de Christopher Nolan, Batman usa não apenas o carro, mas também uma moto, inspirada na Dodge Tomahawk.

69.  Heath Ledger, que interpretou o Coringa em Batman: O Cavaleiro das Trevas (2009), recebeu um Oscar póstumo por seu papel coadjuvante. Ele e Peter Finch (Rede de Intrigas, 1976) foram os únicos atores da história a receber essa homenagem. James Dean, Spencer Tracy e Massimo Troisi foram indicados, mas não levaram o prêmio.

70.  O carro usado em Batman: o Cavaleiro das Trevas Ressurge (2012) foi produzido pelo diretor Christopher Nolan e pelo designer Nathan Crowley, em uma garagem em Los Angeles. Eles se inspiraram em carros militares, Lamborghinis e Hummers.

71.  Em 2008, uma cidade chamada Batman, no sul da Turquia, ameaçou cobrar direitos autorais do diretor do filme Batman: O Cavaleiro das Trevas, Christopher Nolan. O prefeito Huseyin Kalkan disse que o nome Batman pertencia à cidade e que quem o utilizasse sem autorização prévia podia ser processado.

72.  Por pouco, o estado norte-americano da Califórnia não ganha uma cidade chamada Gotham City. Em 1966, no auge da febre de Batman, o procurador de Sunnyvale, na Califórnia, reformou uma de suas casas noturnas e batizou-a de Wayne Manor (o nome da residência do Batman). O local tinha decoração temática e suas dançarinas vestiam fantasias de Batgirl e mulher-gato. Lewis tentou até o fim fazer lobby na Câmara Municipal para que a cidade mudasse seu nome para Gotham City, com o pretexto que isso ajudaria em sua revitalização. Não funcionou.

73.  Em 25 de fevereiro de 2010, um exemplar da primeira revista do Batman foi vendido por 1,07 milhão de dólares.

74. Michael E. Uslan, produtor de todos os filmes do Batman desde 1989, lançou em agosto de 2011 sua autobiografia, The Boy Who Loved Batman, ainda não publicada no Brasil. No livro rico em ilustrações, o autor conta sua saga para levar o homem-morcego para as telonas. Uslan fazia questão que o super-herói fosse retratado de maneira séria e misteriosa, como era caracterizado nos quadrinhos.

75. Para quem chegou até aqui, uma história das mais curiosas: eu já participei de uma história em quadrinhos do Batman! Em novembro de 2010, o “Você é Curioso?” entrevistou a brasileira Adriana Melo, que se tornou a primeira mulher a desenhar histórias em quadrinhos de super-heróis como o Justiceiro e o Homem Aranha. Durante a entrevista, ela prometeu que desenharia eu e a Silvania Alves numa das histórias. E não é que a Adriana cumpriu a promessa! Nós estamos na página 5 do número 85 da revista Superman/Batman, que saiu em junho de 2011 nos Estados Unidos. Reconhecem a dupla no último quadrinho abaixo?

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