Se você é daquelas pessoas que adoram tirar selfies, comemore muito este 21 de junho. Desde 2014 é nesta data que se comemora nos Estados Unidos o Selfie Day, ou o Dia da Selfie, uma celebração do ato de tirar uma foto de si mesmo. O criador foi o DJ Rick McNeely, de Arlington, no Texas. No ano passado, ele gravou um vídeo de 1 minuto e 31 segundos explicando a ideia: “Todo mundo tira selfies e agora todo o país terá um dia para celebrar a selfie. Tire a sua e divirta-se!”, sugeriu. Não foi uma ideia 100% original. Em 7 de abril daquele mesmo ano, a TV estatal inglesa BBC já havia feito o mesmo na Inglaterra. Mas foi a data de McNeely que acabou se consolidando no calendário.

 

Imagem de Amostra do You Tube

 

As comemorações começaram ainda em 21 de junho de 2014 com um evento em uma casa de shows na cidade de Fort Worth, também no Texas. A festa contou com a presença de Rachel Lynee, Miss Texas International do ano. Este ano, a cidade de Fort Worth recebeu as celebrações comandadas por Rick McNeely, que pela manhã participou até de um programa de uma rádio local em Dallas. Ainda que a data comece a se espalhar pelos Estados Unidos e pelo mundo (inclusive com a criação de um site para armazenar as fotos comemorativas), McNeely não estava muito animado no grupo oficial do projeto no Facebook, que conta com 286 membros: ele havia arrecadado apenas 25 dólares em uma campanha para aumentar o impacto da ideia pelo país afora. O 21 de junho se espalhou; sua ideia, não.

Em 2013, o dicionário britânico Oxford elegeu o termo “selfie” como a palavra do ano. Segundo a mesma publicação, o vocábulo havia surgido no ano anterior em um fórum de discussão australiano. Aquele 2013 teria marcado um aumento de 17.000% no uso do termo. A moda pegou e se espalhou com velocidade impressionante. Em 2015, a dinamarques Olivia Muus criou um Museu de Selfies reunindo quadros onde os retratados tinham “pose de quem tira uma selfie” e adicionando smartphones às suas mãos.

 

Retrato da Marquesa de Belas ganhou sua “versão selfie”

 

Veja também: As primeiras obras brasileiras no Museu de Selfies (doadas por este blog)

A mistura da história com a febre desses tempos modernos rendeu outras boas sacadas. O jornal Cape Times, da África do Sul, usou um pouquinho de Photoshop e recriou fotos históricas em forma de selfie – bastou adicionar virtualmente um braço esticado em direção à foto. A famosa imagem do beijo de um marinheiro e uma jovem mulher na Times Square durante as celebrações pelo fim da Segunda Guerra Mundial foi uma das utilizadas na campanha “Você não pode ficar mais perto que isso de uma notícia”. Outros registros “adaptados” foram a celebração do casal Kennedy depois da eleição de John para a presidência dos Estados Unidos e o beijo de Kate Middleton em Príncipe William durante o casamento real.

 

Kate Middleton e o Príncipe William: selfie real feita no Photoshop

A primeira selfie da história

Se em alguns casos é preciso de muito photoshop para reunir personagens de séculos passados e as selfies, em outros não se faz necessário. É o caso de um registro de 1920 que reúne José Byron e quatro funcionários de sua empresa, a Byron, que subiram no terraço de um estúdio fotográfico de Nova York e fizeram o que pode ser considerado a primeira selfie da história. Byron segurou a câmera do lado direito, Ben Falk do lado esquerdo e os cinco entraram para a história.

Se você não gosta de selfies e acha essa comemoração uma bobagem, vai precisar esperar mais um pouquinho para ter o seu dia: 16 de março é o No Selfie Day, ou seja, o Dia Sem Selfies.

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