O Dia dos Namorados nos Estados Unidos e na Europa é comemorado no dia 14 de fevereiro, que é o Dia do mito de São Valentim. O padre Valentim, cuja existência nunca foi comprovada, teria lutado contra as ordens do imperador Cláudio II, na Roma Antiga, no final do século V, proibiam os casamentos durante períodos de guerra.

No Brasil, nunca se comemorou o Dia de São Valentim e durante muito tempo não se comemorou um dia especial para os namorados. A ideia partiu do publicitário João Dória, pai do empresário e atual prefeito de São Paulo, João Dória Júnior. À época, Dória presidia a agência de publicidade Standart Propaganda e sugeriu a criação de uma data para movimentar o comércio. Os comerciantes paulistanos apontaram que junho era um mês de vendas tradicionalmente baixas. Como 13 de junho é dia de Santo Antônio, o santo casamenteiro, foi escolhida a véspera, dia 12, como o Dia dos Namorados.

Anúncio na Folha de S. Paulo exalta o primeiro Dia dos Namorados, em 1948

O primeiro Dia dos Namorados brasileiro foi comemorado em 1948. As lojas mais empolgadas com a novidade foram A Exposição Patriarca e Modas Clipper, vizinhas na esquina da Rua São Bento com a Praça do Patriarca, no centro da cidade.

No Rio de Janeiro, celebração foi feita no dia 13, como mostra anúncio publicado em O Globo

No Rio de Janeiro, porém, os primeiros Dias dos Namorados foram comemorados em data diferente, inclusive pela loja A Exposição, que adotou o slogan “Não é só com beijos que se prova o amor”. Foi em 13 de junho, no próprio dia de Santo Antônio, segundo mostram edições da época de O Globo. Até 1953, o jornal carioca publicou anúncios destacando o 13 de junho como o Dia dos Namorados, e não o 12. A primeira referência com a nova data aparece apenas no Dia dos Namorados de 1956.

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