A série de filmes Star Wars completa 40 anos amanhã, 25 de maio. A produção se estabeleceu como uma das mais famosas do cinema norte-americano e conquistou uma legião de fãs pelo mundo inteiro. Diego Garcia, 33 anos, é brasileiro radicado nos Estados Unidos e faz parte desse grupo. Mais que isso: levou a sua paixão pela saga a um patamar inusitado: “Quando minha mulher ficou grávida, combinamos que, se fosse menino, eu escolheria o nome e, se fosse menina, ela escolheria”, recorda. Com três meses de gravidez, veio a notícia: seria um menino. Com o direito de escolher o nome assegurado, Diego logo pensou: o seu primogênito se chamaria Anakin, o jedi que na história se transforma no vilão Darth Vader.

Anakin brinca com a máscara de Darth Vader do pai: batismo inusitado para homenagear Star Wars

“O Darth Vader é um dos maiores vilões da história do cinema”, justifica o pai de Anakin, hoje com 1 ano e meio. Como já era de se esperar, Maíra, a mulher, não gostou nem um pouco da ideia. “Tive que mostrar os filmes a ela e acabei convencendo”, conta ele por telefone, deixando escapar ao fundo uma intervenção bem-humorada da parceira: “Mais ou menos”. O trio Diego, Maíra e Anakin está de férias no Brasil. Em sua primeira visita ao país, o garoto já pode dizer que seu nome lhe abriu portas: “Tivemos um problema no aeroporto quando fizemos escala em Orlando e o funcionário da companhia aérea estava superfrio, dizendo que não poderíamos embarcar com o nosso filho”, relata Diego. “Quando ele pediu os documentos e viu o nome, começou a vibrar e disse que não só viajaríamos como teríamos assentos especiais para Maíra, que ainda está amamentando”.

Jake Lloydd fez o papel de Anakin criança no Episódio I, quarto filme da saga

Convencer a própria família, no entanto, foi muito mais difícil: “Minha mãe achou que eu tinha ficado maluco. A avó da minha mulher não sabia nem pronunciar esse nome no começo”, recorda. Tudo isso foi superado. Anakin nasceu nos Estados Unidos, onde o nome, garante Diego, é sucesso absoluto: “Já no berçário foi a maior festa. A enfermeira disse que iria mostrar nosso filho ao marido dela, que também é fã da série”, conta. Os americanos estão mais do que acostumados a pronunciar o nome imortalizado nas telas do cinema: “Temos um casal de amigos brasileiros que mora lá nos Estados Unidos e eles batizaram o filho com o nome de João. É muito difícil para os americanos pronunciar porque eles não se entendem bem com o til. Anakin todo mundo conhece”, assegura o pai.

Diego calcula mais uns dois ou três anos para que Anakin veja os filmes da série e conheça seu “provável único xará”. A propósito, por muito pouco Anakin não correu o risco de ganhar o nome de outro personagem mítico de Hollywood: “Sou fã de Star Wars há muito tempo, mas a ideia de batizar meu filho como ‘Anakin’ veio na hora. E depois eu fiquei na dúvida entre este e Rocky Balboa, do qual também sou fã”. Se você acha o nome esquisito, saiba que o responsável acha sua escolha bastante moderada: “Outro dia vi nos Estados Unidos uma reportagem que mostrava um garoto cujo nome era Darth Vader. Aí eu já acho um pouco demais”, defende-se, aos risos.

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