As pin-ups estão de volta! As poses sensuais das modelos nas décadas de 1940 e 1950 ganharam esse nome porque as fotos eram penduradas nas paredes pelos soldados americanos em guerra – em inglês, o verbo “to pin up” significa prender ou fixar algo que ficará exposto. Algumas pin-ups como Dita Von Teese e Bettie Grable ficaram famosas mundialmente como um retrato dos padrões estéticos de sua época.

Pois agora, mais de meio século depois da explosão dessa moda, o Brasil ganha sua primeira escola para modelos pin-ups. A iniciativa partiu da estilista Marilia Skraba, paranaense de 32 anos radicada em São Paulo. Formada em Letras e Inglês pela Universidade Federal do Paraná, ela descobriu uma afinidade com os cabelos, as maquiagens e as roupas de pin-ups quando morou nos Estados Unidos. A longo dos dez últimos anos, Marília e se especializou no tema, quando dirigiu ensaios fotográficos que recorreram a esse estilo: “Há um ano e meio, passei a realizar ensaios particulares onde eu de certa forma ensinava essas técnicas”, diz ela.  “Só que agora resolvi abrir um curso de fato”.

Marília Skraba comanda o primeiro curso de pin-ups do Brasil (Foto: Reprodução)

Para que o curso seja aproveitado ao máximo, as turmas são bem pequenas: resumem-se a quatro pessoas. É que cada uma delas terá um set personalizado no Be a Bombshell, o estúdio fotográfico de Marília em Santo André, na Grande São Paulo. Lá, as alunas passarão um dia inteiro aprendendo tudo sobre as pin-ups. Para começar, elas ouvem uma introdução histórica e teórica onde a própria Marília ensina o que é ser uma pin-up. Depois, vem a produção de cabelo e make-up com a maquiadora Silvia Brito. Na última etapa, elas partem para um set extra onde fazem um ensaio fotográfico comandado pela fotógrafa Giselle Sioravanti. Terminado o curso, as alunas participam de um coquetel e recebem brindes e produtos para que continuem com o espírito pin-up no dia a dia: “O curso é muito mais do que as fotos”, garante Marília.

Curso será oferecido a partir de maio e as turmas terão apenas quatro alunas

Antes que comecem as críticas de que a sensualidade das fotos é uma mera exposição do corpo feminino, Marília se adianta em explicar que as pin-ups do século XXI pretendem ser muito mais do que cartazes em paredes de soldados: “Nossa proposta é resgatar a feminilidade dos anos 1950 e unir ao poder que o feminismo traz. Algumas pessoas acham que as pin-ups são uma exploração do corpo feminino, mas na verdade elas trazem uma sensualidade velada, que é o oposto do que se tem hoje em dia. A gente acredita que o feminismo também pode vir de fora para dentro. Com o embelezamento e as fotos que fazemos aqui, a mulher ganha confiança na sua estética e aumenta também sua confiança interna. Esse é o poder do feminismo: se eu quiser ser dona de casa, eu sou; se eu quiser ser empresária, eu sou também”, explica.

Curso de pin-ups nos anos 1950: inspiração da equipe do Projeto Be a Bombshell

Para seguir atenta à moda que transformou em disciplina, Marília está frequentemente nos Estados Unidos, que é onde são ditadas as tendências que pautarão os próximos cursos. Em 2015, ela foi vice-campeã do “Viva Las Vegas” de 2015, uma espécie de concurso de Miss Pin-Up. O curso custa R$ 1.200 e as primeiras aulas estão marcadas para o começo de maio.

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