Enquanto o Brasil e alguns outros países do mundo tentam se adaptar aos novos meios de transporte privado, como o Uber e o Cabify, em Dubai as novidades são de maior impacto. Depois de meses de testes em Las Vegas e no próprio emirado árabe, a companhia chinesa Ehang pretende lançar até o mês de julho o serviço de “drone-taxi”. São pequenos drones de oito motores que comportam um passageiro de até 100 quilos e que voam por um raio de 40 a 50 quilômetros.

Teste de voo do drone chinês Ehang 184 pelo céu de Dubai

Segundo a Ehang, os veículos atingem até 100 quilômetros por hora e são totalmente movidos a eletricidade. Ele é desenvolvido para que haja a possibilidade de completar o voo mesmo com eventuais panes no sistema elétrico. Uma central estará sempre a disposição para comandar as viagens e rastrear todos os drones. Informações sobre os preços ainda serão divulgadas pelas agências de viagens responsáveis. A autonomia do voo é curta: a carga de 14,4 kWh sustenta apenas 23 minutos no ar a 500 metros de altitude.

Uma reportagem do site inglês Wired questiona a seriedade do projeto. Há uma desconfiança de que a empresa consiga realizar os seus voos em um prazo de três a quatro meses, como prometeu o seu diretor Shang Hsiao em entrevista. A desconfiança se dá pela natural dificuldade que a Ehang teria em conseguir autorizações dos espaços aéreos nacionais para realizar voos como esse. Por isso, não é possível afirmar ainda que o drone-táxi seja de fato mais do que uma jogada de marketing.

A ideia do Ehang 184 é mais uma mostra da popularidade que os drones vêm alcançando em todo o mundo. Em outubro de 2016, o governo de Ruanda, na África,  fez uma parceria com uma startup norte-americana para que esses aparelhos enviassem medicamentos aos necessitados em áreas de difícil acesso. Na Inglaterra, uma companhia passou a oferecer drones on-demand para orientar passeios noturnos por Londres.

O personagem Rocketeer voava com uma espécie de mochila a jato nas costas

O drone-taxi é absolutamente novo, mas a ideia não foge tanto do sonho do homem em voar. Uma vontade que rendeu muitas histórias na ficção. Rocketeer, por exemplo, era uma personagem de histórias em quadrinhos da década de 1980 que depois daria origem a um filme. Ele tinha uma mochila a jato que lhe permitia voar.  Não era um drone, mas bem que parecia.

 

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