“Era um biquíni de bolinha amarelinha tão pequenino/Mal cabia na Ana Maria”. Sempre que as férias chegam a música é lembrada – e foi um dos destaques do quadro “Caçadores da Música Perdida”, de Antonio Mier, no programa Você é Curioso?.  A música tem a cara do Brasil – calor, praia e ousadia -, mas não é nossa! Em 1960, o cantor americano Brian Hyland cantou pela primeira vez a versão “Itsy Bitsy Teenie Weenie Yellow Polka Dot Bikini”, escrita pelos conterrâneos Paul Vance e Lee Pockriss. O sucesso foi estrondoso: um mês depois do lançamento, a canção já era a primeira na lista do Top 100 da Billboard.

A música chegou ao Brasil um ano depois, em 1961, na versão original, em inglês, com o cantor Ronnie Cord. A versão para o português só seria escrita em 1964 pelo maestro Hervé Cordovil e cantada pelo mesmo Ronnie Cord. Em solo nacional, vários artistas gravaram a canção, mas as mais famosas interpretações foram de Celly Campello – que também cantou “Banho de Lua” – e da banda Blitz.

A versão de Ronnie Cord:

O “biquíni” na voz de Celly Campello:

A canção do “biquíni de bolinha amarelinha” teve gravações em francês, italiano, alemão, espanhol e até em finlandês, chamada de “Pikku pikku bikinissä” e cantada por Pirkko Mannola. Se no mundo inteiro o biquíni era de bolinha amarelinha, a cantora grega Polina optou por mudar a cor do artefato e torná-lo rosa.

A versão em finlandês:

A versão grega “O Biquíni Rosa”:

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