Toda noite, antes de dormir, o Antonio gosta de ouvir histórias. Enchemos o criado-mudo dele de livros. Esta semana, o livro que estamos lendo para ele é  Chiclet-O-Pédia – Super Chicletices de A a Zzzzz. O legal é que estamos nos divertindo também com esse almanaque escrito pela americana Megan McDonald. Tem muitas curiosidades divertidas, incluindo um capítulo museus bastante estranhos. Tão estranhos que não consigo imaginar que tipo de turista iria visitá-los. Dei uma pesquisada em alguns dos museus indicados pelo livro.

Hall da Fama das Baratas

A barata é o inseto mais odiado de todos, sem dúvida. O americano Michael Bohdan ganha a vida exterminando essas pragas, mas não consegue deixar de amá-las. Por isso, criou em sua loja, a The Pest Shop, um museu dedicado a este tipo de animal. Em exposição permanente, estão fósseis de insetos e exemplares vivos da barata gigante de Madagascar. Mas as estrelas são as baratas mortas que vestem fantasias e são colocadas em cenas específicas – tocando piano, praticando windsurfe e muito mais. Acima, está uma paródia do pianista Liberace.

Museu dos Alimentos

Vevey é a cidade suíça em que foi fundada a Nestlé, em 1866. A multinacional, que até hoje tem sede ali, fundou na cidade o museu Alimentarium, dedicado a tudo que seja relacionado à alimentação. Entre os objetos da exposição permanente, há um bolo com 4.200 anos de idade!

Museu de Isle of Wight

Smithfield é uma cidade americana de 8 mil habitantes e sedia um museu dedicado ao condado de Isle of Wight, no Estado da Virgínia. Apenas na região, é produzido o Smithfield Ham, variedade especial de presunto feita com a carne de porcos alimentados com amendoins. Por isso, o museu tem em exposição o presunto (comestível) mais antigo do mundo, preparado em 1902. Outro item é o amendoim mais antigo da história, colhido em 1890.

Museu de Cabelo da Leila

Um dos cantinhos tem mechas de Abraham Lincoln e Marilyn Monroe. Todas as paredes são cobertas por “arte capilar” – cabelo humano transformado em anéis, colares, marcadores de livros e colados a quadros que retratam pessoas. Quem cuida do acervo é a ex-cabeleireira Leila Cohoon, ávida por colecionar qualquer tipo de objeto que leve cabelos.

Museu da Comida Queimada

A americana Deborah Henson-Conant, harpista profissional, é a curadora do Museu de Comida Queimada. Tudo começou quando Deborah estava preparando cidra de maçã – bebida tradicional americana – no fogão e saiu para falar ao telefone. A panela com o desastre culinário tornou-se o primeiro item em exibição. O acervo fica guardado na casa da artista em Arlington, Massachusetts. Por isso, é preciso agendar visitas.

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