Todo torcedor da Portuguesa  se lembra muito bem do árbitro argentino Javier Castrilli. Na semifinal do Campeonato Paulista de 1998, a  Portuguesa vencia o Corinthians por 2 x 1. No finalzinho do jogo, Castrilli marcou pênalti contra a Portuguesa. Ele viu um toque de mão do  zagueiro César, que tinha simplesmente matado a bola no peito. Freddy Rincón bateu o pênalti, empatou o jogo e o Corinthians, beneficiado pelo empate,  passou para a final do Paulistão. Detalhe: o primeiro gol do Corinthians também havia sido marcado num pênalti discutível. Confira os principais lances da partida:

Por muito tempo, o nome de Castrilli foi usado como sinônimo de erro de arbitragem – principalmente quando beneficiava o Corinthians. Aposentado desde o final daquele ano, Castrilli foi chefe da comissão de arbitragem da Argentina.  Agora ele decidiu investir na carreira política e se candidatou a prefeito de Buenos Aires. Sua principal promessa é aumentar a eficiência da polícia e diminuir a criminalidade na região. Cartazes com a propaganda eleitoral dele estão espalhados por Buenos Aires.

O atual prefeito, Mauricio Macri (na foto abaixo), foi presidente do Boca Juniors de 1995 a 2008. No ano passado, ele chegou a cogitar a candidatura à presidência da Argentina, mas vai tentar se reeleger em Buenos Aires. Durante o mandato de Macri no Boca, o árbitro Javier Castrilli garantiu a inimizade eterna dos xeneizes. Numa partida em 1996, quando o clube perdia de 5 x 1 do Vélez, ele expulsou Maradona, revoltando a torcida.

Mais um político argentino vindo dos esportes é Carlos Reutemann, ex-piloto de Fórmula 1. Ele encerrou a carreira pela Williams em 1982. De 1991 a 1995, foi governador da Província de Santa Fé, vizinha a Buenos Aires. Atualmente, Reutemann está no terceiro mandato como senador.

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