Há 25 anos, os capítulos finais da novela “A Escrava Isaura” fizeram a China parar. Quando estive em Pequim, em 2008, levei uma foto de Lucélia Santos e fui até um parque tirar a prova. Muitos chineses se lembravam mesmo da escrava “Isola”, como eles a chamavam. Apesar de tanto sucesso, “Escrava Isaura” foi a primeira e única novela brasileira comprada pelos chineses. Só que agora o país mais populoso do mundo quebrou o jejum e adquiriu o seriado “Mulher”, também da Globo. O acordo, que demorou cinco anos para ser fechado, foi feito com a rede estatal chinesa CCTV, que exibe apenas programas de ficção de outros países.

As telenovelas brasileiras já foram exibidas em 91 países. E, a exemplo do que acontece aqui, também mudam os hábitos de seus espectadores. Em Portugal, a novela “O Clone” fez aumentar a procura por viagens para o Marrocos e por aulas de dança do ventre.

Já o Equador foi um dos 66 países que compraram “Páginas da Vida”. Uma das personagens é a pequena Clara (Joana Mocarzel), que tem Síndrome de Down. Aproveitando o embalo da novela, a TV equatoriana Ecuavisa criou uma campanha para defender os direitos dos portadores de Síndrome de Down. Nos Estados Unidos, um grupo se mobilizou numa campanha para doação de medula óssea por causa de “Laços de Família”, que foi vendida para 77 países.

Há também interferências engraçadas das telenovelas brasileiras em outros países. Na Romênia, por exemplo, de tanto ver novelas ambientadas no Rio de Janeiro, uma praia da costa do Mar Negro acabou batizada de “Copacabana”. Em Angola, uma praça recebeu o nome de “Roque Santeiro”. Em Cuba, a coisa foi ainda mais curiosa. O governo cancelou o racionamento de energia para que a população pudesse acompanhar “Escrava Isaura”, que já chegou a 79 países.

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